HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Paciente de 25 anos de idade deu entrada no pronto-socorro com dor abdominal predominante em fossa ilíaca direita, com os seguintes sinais vitais: PA = 112 mmHg x 78 mmHg e FC = 82 bpm. Ao ser questionada, relatou vida sexualmente ativa, negou uso de método contraceptivo e não se recordou da data da última menstruação. Realizou BHCG qualitativo positivo e ecografia transvaginal que evidenciou gestação ectópica de localização tubária direita íntegra, com embrião apresentando batimento cardíaco embrionário presente. Diante desse quadro, optou-se pela realização de laparoscopia. Considerando esse caso clínico, é correto afirmar que, mediante a laparoscopia, constata-se que os ligamentos umbilicais laterais contêm
Ligamentos umbilicais laterais = cobertura peritoneal das artérias epigástricas inferiores.
Os ligamentos umbilicais laterais são pregas peritoneais que cobrem as artérias epigástricas inferiores, vasos importantes na vascularização da parede abdominal anterior. Conhecer essa anatomia é fundamental em cirurgias abdominais e pélvicas, como a laparoscopia para gestação ectópica, para evitar lesões vasculares e identificar pontos de referência anatômicos.
A anatomia da parede abdominal anterior é um conhecimento fundamental para qualquer profissional de medicina, especialmente para aqueles envolvidos em cirurgias abdominais e pélvicas. As estruturas vasculares e ligamentares dessa região servem como marcos importantes para o diagnóstico e a segurança dos procedimentos. Os ligamentos umbilicais são pregas peritoneais que cobrem estruturas remanescentes do desenvolvimento fetal ou vasos importantes. Os ligamentos umbilicais são divididos em mediano, mediais e laterais. O ligamento umbilical mediano é o remanescente do úraco, que conectava a bexiga ao umbigo no feto. Os ligamentos umbilicais mediais são os remanescentes das artérias umbilicais obliteradas, que transportavam sangue do feto para a placenta. Já os ligamentos umbilicais laterais são formados pela cobertura peritoneal das artérias epigástricas inferiores, que são vasos importantes para a irrigação da parede abdominal anterior. Em um contexto clínico, como na laparoscopia para gestação ectópica, a identificação precisa dessas estruturas é vital para evitar lesões iatrogênicas. As artérias epigástricas inferiores, por exemplo, são frequentemente o foco de atenção para evitar sangramentos durante a inserção de trocateres ou a dissecção. O conhecimento detalhado dessa anatomia não só facilita a orientação cirúrgica, mas também é crucial para a compreensão de patologias como hérnias inguinais e outras condições que afetam a parede abdominal.
As artérias epigástricas inferiores são vasos importantes que irrigam a parede abdominal anterior e são referências anatômicas cruciais em cirurgias como herniorrafias e laparoscopias, pois sua lesão pode causar sangramento significativo. Elas também são usadas como pedículos vasculares em retalhos cirúrgicos.
Na laparoscopia, os ligamentos umbilicais são visualizados como pregas peritoneais na parede abdominal anterior. O ligamento umbilical mediano é único e central (contém o úraco). Os ligamentos umbilicais mediais são pares, laterais ao mediano (contêm as artérias umbilicais obliteradas). Os ligamentos umbilicais laterais são os mais laterais (contêm as artérias epigástricas inferiores).
Os ligamentos umbilicais laterais (que contêm as artérias epigástricas inferiores) são um marco anatômico importante para diferenciar hérnias inguinais diretas e indiretas. As hérnias inguinais indiretas ocorrem lateralmente a esses vasos, enquanto as diretas ocorrem medialmente a eles, através do triângulo de Hesselbach.
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