Anatomia do Pâncreas: Drenagem Venosa e Veia Porta

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

Em relação à anatomia do pâncreas, assinale a afirmativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) As artérias pancreaticoduodenais superiores derivam da gastroduodenal,.
  2. B) A veia esplênica cursa pela face posterior do pâncreas, recebe a veia mesentérica inferior e depois se une com a veia mesentérica superior posteriormente ao colo do pâncreas, dando início à veia porta.
  3. C) As veias pancreáticas drenam diretamente para a veia porta.
  4. D) Uma parte do pâncreas é retroperitonial (cerca de 70%) e o resto é intraperitonial.
  5. E) A artéria esplênica nasce no tronco celíaco e corre pela borda inferior do pâncreas.

Pérola Clínica

A veia esplênica cursa posterior ao pâncreas, unindo-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta.

Resumo-Chave

A veia esplênica tem um trajeto característico posterior ao corpo e cauda do pâncreas, recebendo a veia mesentérica inferior antes de se unir à veia mesentérica superior, posteriormente ao colo do pâncreas, para formar a veia porta hepática. Essa relação anatômica é crucial para cirurgias pancreáticas e compreensão da drenagem venosa.

Contexto Educacional

O pâncreas é uma glândula mista, com funções exócrinas (produção de enzimas digestivas) e endócrinas (produção de hormônios como insulina e glucagon). Sua localização retroperitoneal, na parte superior do abdome, e suas complexas relações anatômicas com vasos sanguíneos importantes e outros órgãos adjacentes, tornam seu estudo fundamental para a compreensão de diversas patologias e procedimentos cirúrgicos. A drenagem venosa do pâncreas é de particular importância devido à sua relação com o sistema porta. A veia esplênica cursa posteriormente ao corpo e cauda do pâncreas, recebendo a veia mesentérica inferior. Posteriormente ao colo do pâncreas, a veia esplênica se une à veia mesentérica superior para formar a veia porta hepática, que leva o sangue rico em nutrientes para o fígado. As artérias pancreaticoduodenais superiores derivam da artéria gastroduodenal, enquanto as inferiores derivam da artéria mesentérica superior. Compreender essas relações anatômicas é crucial para o diagnóstico e tratamento de doenças pancreáticas, como pancreatite, tumores e traumas. Em cirurgias pancreáticas, o conhecimento detalhado da vascularização e da drenagem venosa é essencial para evitar complicações hemorrágicas e preservar a função dos órgãos adjacentes. A maior parte do pâncreas é retroperitoneal, com exceção de uma pequena porção da cauda que pode ser intraperitoneal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais veias que drenam o pâncreas?

O pâncreas é drenado por veias pancreáticas que desembocam principalmente na veia esplênica, veia mesentérica superior e, em menor grau, diretamente na veia porta.

Como a veia porta hepática é formada em relação ao pâncreas?

A veia porta hepática é formada pela união da veia esplênica (que já recebeu a veia mesentérica inferior) com a veia mesentérica superior. Essa união ocorre posteriormente ao colo do pâncreas.

Qual a relação do pâncreas com o peritônio?

O pâncreas é predominantemente um órgão retroperitoneal, com exceção de uma pequena porção da cauda que pode ser intraperitoneal, e o colo que é parcialmente coberto pelo peritônio.

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