Anatomia das Lâminas Tarsais: Dimensões e Estrutura

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2015

Enunciado

Com relação às lâminas tarsais, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A superior apresenta maior elasticidade devido à menor quantidade de tecido cartilaginoso.
  2. B) A superior e a inferior apresentam dimensões semelhantes nos planos vertical e horizontal.
  3. C) A superior e a inferior apresentam espessura semelhante.
  4. D) As glândulas tarsais estão presentes somente na pálpebra superior.

Pérola Clínica

Tarso superior é mais alto (10mm) que o inferior (4mm), mas ambos possuem espessura similar (~1mm).

Resumo-Chave

As lâminas tarsais são placas de tecido conjuntivo denso que dão forma às pálpebras; a principal diferença entre a superior e a inferior reside na altura vertical, não na espessura.

Contexto Educacional

As lâminas tarsais são componentes fundamentais da lamela posterior da pálpebra. Elas se estendem dos pontos lacrimais medialmente até os ligamentos palpebrais laterais. A borda distal de cada tarso forma a margem palpebral, enquanto a borda proximal serve de inserção para músculos importantes: o músculo levantador da pálpebra superior (via aponeurose) e o músculo tarsal superior (Müller) inserem-se no tarso superior, enquanto os retratores da pálpebra inferior inserem-se no tarso inferior. Clinicamente, o conhecimento da anatomia tarsal é vital para cirurgias reconstrutivas, correção de ptose e tratamento de entrópio ou ectrópio. A estabilidade da margem palpebral depende da integridade dessas lâminas. Além disso, por serem avasculares em sua porção central, as lâminas tarsais dependem do plexo vascular marginal e periférico para nutrição, o que é relevante em procedimentos de transplante ou retalhos palpebrais.

Perguntas Frequentes

Qual a composição histológica das lâminas tarsais?

Diferente do que o nome 'cartilagem tarsal' (termo antigo e tecnicamente incorreto) sugere, as lâminas tarsais não são compostas por cartilagem. Elas são formadas por tecido conjuntivo denso e fibras elásticas. Essa composição confere rigidez estrutural à pálpebra, permitindo que ela mantenha sua forma contra o globo ocular, ao mesmo tempo que oferece flexibilidade para os movimentos de abertura e fechamento. Dentro desse estroma conjuntivo, estão alojadas as glândulas de Meibomius, que são glândulas sebáceas modificadas responsáveis pela camada lipídica do filme lacrimal.

Quais as dimensões típicas dos tarsos superior e inferior?

O tarso superior é significativamente maior em sua dimensão vertical, medindo aproximadamente 10 mm de altura no centro da pálpebra. Já o tarso inferior é muito mais estreito, com cerca de 4 mm de altura vertical. No entanto, em termos de espessura (ântero-posterior) e extensão horizontal (cerca de 29 mm), ambos são muito semelhantes. A espessura média de ambas as lâminas é de aproximadamente 1 mm, afinando-se ligeiramente em direção às margens e extremidades.

Qual a relação das glândulas de Meibomius com o tarso?

As glândulas de Meibomius estão verticalmente alinhadas e embutidas dentro das lâminas tarsais. Existem cerca de 25 a 30 glândulas no tarso superior e 20 a 25 no tarso inferior. Como o tarso superior é mais alto, as glândulas superiores são mais longas e possuem maior capacidade de armazenamento de meibum. Seus orifícios de saída localizam-se na margem palpebral, posteriormente aos cílios e à linha cinzenta. A inflamação ou obstrução dessas glândulas dentro do tarso é a causa fisiopatológica do calázio.

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