CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Na blefaroplastia, a remoção de bolsas de gordura deve preferencialmente ser evitada em qual segmento palpebral?
Lateral superior → Cuidado com a Glândula Lacrimal (não remover como gordura!).
Na blefaroplastia superior, existem apenas duas bolsas de gordura (medial e central); a exploração do compartimento lateral oferece risco de lesão inadvertida da glândula lacrimal principal.
A blefaroplastia exige conhecimento anatômico preciso do septo orbitário e das estruturas posteriores a ele. Na pálpebra superior, a gordura medial é separada da central pelo músculo oblíquo superior (tróclea). A confusão entre glândula lacrimal e gordura lateral é um erro clássico que compromete a homeostase da superfície ocular, reforçando a necessidade de identificação clara de cada estrutura antes de qualquer ressecção.
A pálpebra superior possui classicamente dois compartimentos de gordura: o medial (mais claro/esbranquiçado) e o central (mais amarelado). Não existe uma bolsa de gordura lateral verdadeira na pálpebra superior; o que se encontra nessa região é a glândula lacrimal principal, que pode estar prolapsada e ser erroneamente ressecada.
O principal risco é a lesão ou ressecção inadvertida da glândula lacrimal principal. Isso pode levar a um quadro de olho seco severo e incurável (xeroftalmia), além de sangramento significativo. Se a glândula estiver prolapsada, a conduta correta é a sua reposição (dacriopexia) e não a sua remoção.
Na pálpebra inferior, o músculo oblíquo inferior localiza-se entre as bolsas de gordura medial e central. Durante a blefaroplastia inferior, o cirurgião deve ter cautela extrema ao isolar essas bolsas para não lesar o músculo, o que resultaria em diplopia (visão dupla) pós-operatória.
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