CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
A prega palpebral, importante parâmetro anatômico nas cirurgias da pálpebra superior, é formada pela:
Prega palpebral superior = inserção cutânea das fibras da aponeurose do m. levantador da pálpebra.
A prega palpebral é o marco anatômico onde a aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior se insere na derme, criando a dobra característica na abertura ocular.
A pálpebra superior é composta por várias camadas: pele, tecido subcutâneo, músculo orbicular, septo orbitário, gordura pré-aponeurótica, aponeurose do levantador, músculo de Müller, tarso e conjuntiva. A interação entre a aponeurose do levantador e a pele é o que define a estética da pálpebra superior. Clinicamente, a altura da prega palpebral é um dado semiológico importante. Uma prega muito alta sugere desinserção da aponeurose (ptose involucional), enquanto a ausência de prega desde o nascimento pode indicar uma distrofia muscular do levantador (ptose congênita).
A aponeurose do músculo levantador da pálpebra superior é a principal estrutura responsável pela elevação da pálpebra superior. Ela se origina do corpo do músculo e se expande em um leque fibroso que se insere na face anterior do tarso e, crucialmente, na derme da pele palpebral. Essa inserção cutânea é o que gera a prega palpebral superior visível externamente. Em pacientes com ptose aponeurótica, essa inserção pode estar desinserida ou enfraquecida, resultando em uma prega alta ou ausente.
A variação anatômica mais notável ocorre em indivíduos de ascendência asiática (pálpebra oriental). Nestes casos, a inserção da aponeurose do levantador na pele ocorre muito mais próxima à margem palpebral ou está ausente, e o septo orbitário se funde à aponeurose em um nível mais baixo, permitindo que a gordura pré-aponeurótica desça mais. Isso resulta em uma prega palpebral baixa, única ou inexistente, o que é uma consideração fundamental em cirurgias de blefaroplastia.
Na blefaroplastia superior, a identificação e reconstrução da prega palpebral são vitais para um resultado estético natural e simétrico. O cirurgião deve respeitar a altura da prega original ou recriá-la fixando a pele à aponeurose do levantador. Além disso, a posição da prega serve como guia para a profundidade da incisão, evitando danos ao septo orbitário e à gordura subjacente, além de ser um indicador clínico do tipo de ptose palpebral apresentada pelo paciente.
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