Anatomia Palpebral: Composição das Placas Tarsais

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2016

Enunciado

As placas tarsais são constituidas de:

Alternativas

  1. A) Cartilagem
  2. B) Cartilagem e tecido conjuntivo frouxo
  3. C) Tecido fibroelástico denso
  4. D) Tecido fibrótico

Pérola Clínica

Placas tarsais = Tecido fibroelástico denso (NÃO é cartilagem!).

Resumo-Chave

O tarso confere rigidez e forma às pálpebras. Apesar da consistência firme, é composto por tecido conjuntivo fibroelástico denso, abrigando as glândulas de Meibomius.

Contexto Educacional

As placas tarsais são componentes fundamentais da lamela posterior da pálpebra. O tarso superior é maior (cerca de 10mm de altura) que o inferior (cerca de 4mm). Histologicamente, a densidade do colágeno confere a resistência necessária para proteger o globo ocular e manter a aposição correta da pálpebra contra o olho. Conhecer essa anatomia é vital para cirurgias reconstrutivas palpebrais e para o entendimento de patologias como o calázio (inflamação das glândulas de Meibomius dentro do tarso) e o entrópio/ectrópio involucional, onde a frouxidão desses tecidos desempenha papel central.

Perguntas Frequentes

Do que é feito o tarso?

O tarso (ou placa tarsal) é composto por tecido conjuntivo denso, rico em fibras colágenas e elásticas. Ele não contém condrócitos, portanto, não é cartilagem, apesar de sua firmeza característica.

Qual a função das placas tarsais?

Elas funcionam como o esqueleto das pálpebras, fornecendo suporte estrutural, mantendo a forma palpebral e servindo de ancoragem para músculos como o elevador da pálpebra superior (via aponeurose) e o músculo de Müller.

O que se localiza dentro do tarso?

No interior das placas tarsais estão as glândulas de Meibomius, glândulas sebáceas modificadas que secretam a camada lipídica do filme lacrimal, essencial para evitar a evaporação precoce da lágrima.

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