CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à órbita:
Gânglio Ciliar → Entre o nervo óptico e o reto lateral, lateral à artéria oftálmica.
O gânglio ciliar é uma estrutura parassimpática vital localizada no ápice orbitário, essencial para a inervação do esfíncter da pupila e músculo ciliar.
A órbita é uma cavidade complexa que abriga o globo ocular e seus anexos. O conhecimento de sua anatomia é crucial para cirurgias orbitárias e bloqueios anestésicos. O ápice orbitário é uma região de alta densidade de estruturas nobres, onde o anel de Zinn serve de origem para os músculos retos. O gânglio ciliar, embora pequeno (1-2 mm), é o centro de controle da dinâmica pupilar e da acomodação. Sua posição estratégica entre o nervo óptico e o reto lateral o protege, mas também o torna vulnerável em traumas de ápice ou processos inflamatórios da órbita posterior. A compreensão de que a fossa lacrimal é formada pelos ossos lacrimal e maxilar (e não esfenoide) e que a periórbita reveste toda a cavidade ajuda a consolidar o conhecimento anatômico necessário para a prática oftalmológica.
O gânglio ciliar localiza-se no ápice da órbita, aproximadamente 1 cm à frente do anel de Zinn. Ele está situado lateralmente à artéria oftálmica e ao nervo óptico, e medialmente ao músculo reto lateral, dentro do espaço intracônico.
O gânglio ciliar recebe três raízes: 1) Raiz parassimpática (motora curta) vinda do nervo oculomotor (III par), que faz sinapse no gânglio; 2) Raiz simpática vinda do plexo carotídeo; 3) Raiz sensitiva vinda do nervo nasociliar (ramo do V1).
Do gânglio ciliar saem os nervos ciliares curtos. As fibras parassimpáticas pós-ganglionares inervam o músculo esfíncter da pupila (miose) e o músculo ciliar (acomodação). As fibras simpáticas e sensitivas apenas atravessam o gânglio sem fazer sinapse.
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