CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Com base em conhecimentos anatômicos, escolha a alternativa mais provável.
Fratura de etmoide (parede medial) → comunicação com seios etmoidais → enfisema orbitário.
A parede medial da órbita (osso etmoide) é a mais fina; sua ruptura frequentemente causa enfisema subcutâneo ou orbitário após manobras de Valsalva.
O conhecimento da anatomia óssea da órbita é essencial para o diagnóstico de traumas faciais. A órbita é composta por sete ossos: frontal, zigomático, maxilar, etmoide, esfenoide, lacrimal e palatino. A parede medial é a mais fina (lâmina papirácea), enquanto a parede lateral é a mais robusta. Clinicamente, o enfisema orbitário pode se manifestar como proptose súbita ou crepitação à palpação após trauma. É vital instruir o paciente a não assoar o nariz. Além disso, fraturas de assoalho (blow-out) podem causar aprisionamento do músculo reto inferior, levando à diplopia e restrição da motilidade ocular vertical, o que exige avaliação cirúrgica criteriosa.
O osso etmoide forma a maior parte da parede medial da órbita, especificamente através da lâmina papirácea, que é extremamente fina. Logo atrás dessa parede estão as células aéreas etmoidais (seios da face). Quando ocorre uma fratura nessa região, cria-se uma comunicação direta entre os seios paranasais e a órbita. Se o paciente assoar o nariz ou realizar manobra de Valsalva, o ar é forçado para dentro da órbita e tecidos moles adjacentes, gerando o enfisema.
As artérias etmoidais anterior e posterior localizam-se na parede medial da órbita, passando por forames na junção entre o osso frontal e o osso etmoide. Portanto, uma fratura da parede lateral (composta pelos ossos zigomático e ala maior do esfenoide) não causaria ruptura dessas artérias, tornando a alternativa B anatomicamente incorreta.
Nas fraturas de assoalho de órbita, o nervo frequentemente comprometido é o nervo infraorbitário (ramo do nervo maxilar V2). Isso causa hipoestesia na bochecha e lábio superior, mas não compromete os movimentos mastigatórios, que são dependentes do ramo mandibular (V3) do nervo trigêmeo, que não passa pela órbita.
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