CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Sobre a ora serrata no olho normal, pode-se afirmar:
Ora serrata: mais anterior/serrilhada no lado nasal; mais posterior/plana no temporal.
A ora serrata marca a transição entre a retina fotossensível e o epitélio do corpo ciliar, apresentando assimetria anatômica significativa entre os meridianos nasal e temporal.
A ora serrata é a junção serrilhada entre a retina e o corpo ciliar. Clinicamente, é um marco fundamental na oftalmoscopia indireta e na cirurgia vitreorretiniana, pois delimita o fim da retina neurossensorial. Sua anatomia dita a localização segura para esclerotomias (geralmente na pars plana). O conhecimento de que a ora serrata nasal é mais anterior é vital para evitar iatrogenias durante procedimentos invasivos. Além disso, a base do vítreo, uma zona de forte adesão vitreorretiniana, estende-se por alguns milímetros sobre a ora serrata, sendo o local mais comum de roturas retinianas traumáticas.
A ora serrata é assimétrica. Na região nasal, ela se localiza mais anteriormente (mais próxima do limbo e da linha de Schwalbe) e apresenta um aspecto muito mais serrilhado, com processos dentados bem definidos. Já na região temporal, ela se situa mais posteriormente e possui um aspecto mais retilíneo ou plano, com menos irregularidades.
Não. A membrana de Bruch não termina na ora serrata; ela se estende anteriormente, continuando-se como a membrana basal do epitélio pigmentado do corpo ciliar. É uma estrutura fundamental que separa o epitélio pigmentado da retina da coriocapilar.
A circunferência da ora serrata é menor do que a circunferência do equador ocular. O equador representa a maior dimensão circunferencial do globo ocular, enquanto a ora serrata está localizada em uma zona mais anterior e estreitada do olho.
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