CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Marque a alternativa correta quanto à anatomia do segmento posterior do olho.
Ora serrata → Pregas meridionais e buracos atróficos basais são achados fisiológicos comuns.
A ora serrata marca a transição retina-corpo ciliar; variações anatômicas como pregas meridionais e pequenos buracos atróficos são comuns e geralmente benignas.
O conhecimento detalhado da anatomia do segmento posterior é fundamental para a oftalmoscopia indireta e cirurgia vitreorretiniana. A ora serrata é o limite anterior da retina neurossensorial, apresentando um aspecto denteado mais pronunciado nasalmente. Alterações periféricas como as pregas meridionais devem ser diferenciadas de roturas retinianas tracionais. No polo posterior, a fovéola representa a área de maior acuidade visual. Embora tenha alta demanda metabólica, ela depende da coriocapilar subjacente para nutrição, mantendo-se avascular. Já o aspecto 'em tigre' ou 'tigroide' do fundo de olho ocorre pela visualização dos vasos da coroide através de um epitélio pigmentado da retina (EPR) mais delgado ou menos pigmentado, comum em míopes ou idosos.
Não. A fovéola, localizada no centro da mácula, corresponde à Zona Avascular Foveal (ZAF). Essa ausência de vasos e de camadas internas da retina permite que a luz atinja os fotorreceptores (cones) com o mínimo de dispersão, garantindo a visão de detalhes.
São elevações lineares da retina periférica que se estendem da ora serrata em direção posterior. Frequentemente estão alinhadas com processos denteados e podem conter pequenos buracos atróficos em sua base, que raramente evoluem para descolamento de retina.
Eles percorrem o espaço supracoroidal e emergem na esclera próximos ao equador, situando-se nos meridianos horizontais (3 e 9 horas), e não nos verticais (12 e 6 horas).
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