CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à córnea:
Inervação corneana = Nervos ciliares posteriores longos (V1) → Plexo subepitelial.
A córnea é inervada por ramos do nervo oftálmico (V1) via nervos ciliares posteriores longos, que perdem a mielina ao penetrar no estroma para manter a transparência.
A córnea é uma estrutura avascular e altamente inervada, o que a torna única no corpo humano. Sua transparência depende da organização precisa das fibras colágenas estromais e da ausência de mielina nos nervos que a penetram. A inervação é puramente sensitiva, originada no gânglio trigeminal. Anatomicamente, a córnea não possui superfícies paralelas em toda sua extensão; ela é mais fina no centro (aprox. 540 µm) e mais espessa na periferia (aprox. 700 µm). A zona óptica central de 4 mm é a área de maior interesse clínico para a visão. O plexo nervoso subepitelial é tão denso que a perda de integridade epitelial, como em ceratites ou abrasões, resulta em dor intensa e blefaroespasmo reflexo.
A sensibilidade corneana é provida pelo nervo trigêmeo (V par craniano), especificamente através de sua primeira divisão, o nervo oftálmico (V1). Os ramos que chegam diretamente à córnea são os nervos ciliares posteriores longos. Eles entram na esclera e viajam até o limbo, onde perdem suas bainhas de mielina para não comprometer a transparência óptica antes de penetrar no estroma anterior.
Após penetrarem no estroma periférico, os nervos se ramificam e seguem em direção ao centro e à superfície. Eles formam um plexo estromal e, mais superficialmente, o plexo subepitelial (localizado entre a membrana de Bowman e o epitélio). As terminações nervosas livres terminam entre as células epiteliais, o que explica a extrema sensibilidade da córnea a qualquer lesão superficial.
O ápice da córnea é o ponto de maior curvatura (menor raio de curvatura). Tipicamente, ele não coincide exatamente com o centro geométrico da córnea, localizando-se geralmente um pouco temporalmente em relação ao centro da pupila, e não medialmente. O conhecimento da localização do ápice é fundamental para a adaptação de lentes de contato e planejamento de cirurgias refrativas.
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