CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2024
Com relação ao sistema lacrimal, é correto afirmar:
Glândulas de Meibomius: Superior (~30-40) > Inferior (~20-30).
A pálpebra superior possui maior número de glândulas de Meibomius. A maioria das pessoas possui canalículo comum, e a biópsia da glândula lacrimal deve evitar o lobo palpebral para preservar os ductos.
O sistema lacrimal é dividido em porção secretora e porção excretora. A porção secretora inclui a glândula lacrimal principal (dividida pelos lobos orbital e palpebral pelo músculo levantador da pálpebra) e as glândulas acessórias. É vital notar que todos os ductos excretores da glândula principal passam pelo lobo palpebral; portanto, biópsias devem focar no lobo orbital para evitar xeroftalmia iatrogênica. A porção excretora começa nos pontos lacrimais, seguindo pelos canalículos. A compreensão da anatomia palpebral, incluindo a distribuição das glândulas de Meibomius, é essencial para o diagnóstico de disfunções do filme lacrimal e blefarites, condições extremamente comuns na prática oftalmológica.
As glândulas de Meibomius são glândulas sebáceas modificadas localizadas no tarso. A pálpebra superior contém cerca de 30 a 40 glândulas, enquanto a inferior contém entre 20 a 30. Elas são responsáveis pela camada lipídica do filme lacrimal, que evita a evaporação excessiva da fase aquosa.
São glândulas lacrimais acessórias responsáveis pela secreção lacrimal basal. As glândulas de Krause localizam-se principalmente no fórnice conjuntival superior (e algumas no inferior), enquanto as glândulas de Wolfring situam-se ao longo da borda superior do tarso superior e borda inferior do tarso inferior.
Na grande maioria da população (cerca de 90%), os canalículos superior e inferior se unem para formar o canalículo comum antes de desembocarem no saco lacrimal através da válvula de Rosenmüller. Apenas em uma minoria os canalículos entram no saco lacrimal de forma independente.
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