CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Qual dos músculos oculares extrínsecos abaixo é inervado pela divisão superior do nervo oculomotor?
Divisão superior do III par → M. Reto Superior e M. Levantador da Pálpebra Superior.
O nervo oculomotor (III par) divide-se em ramos superior e inferior ao entrar na órbita; o ramo superior é responsável pela elevação do globo (reto superior) e da pálpebra.
O nervo oculomotor (III par craniano) possui uma anatomia funcional complexa que se inicia no mesencéfalo. Ao atravessar o seio cavernoso e entrar na órbita através da fissura orbitária superior, ele se divide em dois ramos principais. O conhecimento exato da distribuição desses ramos é fundamental para o diagnóstico diferencial de diplopias e ptoses. Enquanto a divisão superior foca na mecânica de elevação (pálpebra e reto superior), a divisão inferior gerencia a maior parte da motilidade horizontal e vertical inferior, além do componente autonômico intrínseco. Em contextos de trauma ou compressão orbitária, o padrão de déficit muscular ajuda o clínico a mapear a extensão do dano neural.
A divisão superior do nervo oculomotor (III par craniano) inerva especificamente dois músculos: o músculo reto superior, responsável principalmente pela elevação do olho em abdução, e o músculo levantador da pálpebra superior, responsável pela abertura da fenda palpebral. Lesões isoladas desta divisão podem resultar em ptose palpebral associada a uma limitação da supraducção do globo ocular, mantendo as funções dos músculos inervados pela divisão inferior (reto medial, reto inferior e oblíquo inferior) e a função pupilar preservadas.
A divisão inferior do nervo oculomotor é mais complexa e inerva três músculos extrínsecos: o reto medial (adução), o reto inferior (depressão) e o oblíquo inferior (elevação em adução). Além disso, a divisão inferior carrega as fibras parassimpáticas pré-ganglionares que se originam no núcleo de Edinger-Westphal, que fazem sinapse no gânglio ciliar e seguem pelos nervos ciliares curtos para inervar o músculo esfíncter da pupila (miose) e o músculo ciliar (acomodação).
Uma paralisia completa do III par apresenta-se com ptose total, olho desviado para fora e para baixo ('down and out') e, frequentemente, midríase paralítica. Já as paralisias divisionais são raras e localizadas. Uma lesão na divisão superior afetará apenas a elevação da pálpebra e do olho. Uma lesão na divisão inferior afetará a adução, depressão e frequentemente a pupila. A diferenciação é crucial para a localização neuroanatômica, sugerindo lesões no seio cavernoso ou na órbita posterior, onde o nervo se bifurca.
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