Anatomia do Nervo Laríngeo Recorrente: Marcos Cirúrgicos

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 15 anos foi vítima de lesão por arma branca, na transição de zona 1 para 2 cervical. Apresentou sangramento limitado, rouquidão e escape aéreo na ferida. Optou-se por cervicotomia exploradora, que encontrou diminuta lesão puntiforme na entrada do nervo laríngeo recorrente, que se encontrava seccionado na entrada da:

Alternativas

  1. A) Membrana tireoidea.
  2. B) Membrana cricotireoidea.
  3. C) Base da cartilagem tireoide.
  4. D) Base da cartilagem cricoide.

Pérola Clínica

Nervo laríngeo recorrente penetra na laringe na borda inferior da cartilagem cricoide.

Resumo-Chave

A lesão do nervo laríngeo recorrente causa paralisia da prega vocal ipsilateral. Seu ponto de entrada anatômico na laringe é um marco cirúrgico crítico na base da cricoide.

Contexto Educacional

O nervo laríngeo recorrente (NLR) é um ramo do nervo vago (X par) com trajeto assimétrico: à direita contorna a artéria subclávia e à esquerda o arco aórtico. Em cirurgias cervicais ou traumas na zona 2, a identificação do NLR é vital. Ele penetra na laringe na junção cricotireoidea, especificamente na borda inferior da cartilagem cricoide, passando posterior à articulação cricotireoidea. Lesões puntiformes nessa região, como as causadas por armas brancas, podem resultar em déficits fonatórios significativos e escape aéreo.

Perguntas Frequentes

Qual a função do nervo laríngeo recorrente?

Ele é responsável pela inervação motora de quase todos os músculos intrínsecos da laringe (exceto o cricotireoideo) e pela inervação sensitiva da mucosa laríngea abaixo das pregas vocais.

Onde o nervo laríngeo recorrente entra na laringe?

O nervo ascende no sulco traqueoesofágico e entra na laringe profundamente ao músculo constritor inferior da faringe, logo abaixo da borda inferior da cartilagem cricoide.

Quais os sintomas de uma lesão unilateral do laríngeo recorrente?

O sintoma clássico é a rouquidão (disfonia) devido à paralisia da prega vocal em posição paramediana, impedindo o fechamento glótico adequado durante a fonação.

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