CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
A íris apresenta dois folhetos embrionários. A porção que não apresenta o folheto anterior do estroma é a:
Raiz da íris = porção mais delgada e sem o folheto anterior do estroma.
A raiz da íris é a zona periférica de inserção no corpo ciliar; sua fragilidade anatômica deve-se à ausência do folheto anterior do estroma.
A íris deriva embriologicamente tanto do ectoderma neural (epitélio pigmentado e músculos) quanto do mesoderma/crista neural (estroma). O estroma iridiano é dividido em duas camadas: o folheto anterior, que termina na raiz, e o folheto posterior, que é contínuo. Essa variação estrutural explica a vulnerabilidade da raiz. Enquanto a zona ciliar e a zona pupilar possuem suporte estromal completo, a transição para o corpo ciliar na raiz marca uma redução abrupta de tecido, tornando-a o 'elo fraco' da úvea anterior durante variações súbitas de pressão intraocular ou impacto mecânico.
A íris é composta pelo estroma (dividido em folheto anterior e posterior) e pelo epitélio pigmentado posterior. O estroma contém vasos sanguíneos, nervos e os músculos esfíncter e dilatador da pupila. O folheto anterior do estroma é uma condensação de melanócitos e fibroblastos que dá a cor e a textura à íris.
A raiz da íris é a parte mais periférica e fina da íris, onde ela se une ao corpo ciliar. Por ser a zona de menor resistência e não possuir o reforço do folheto anterior do estroma, é o local onde ocorrem as iridodiálises (desprendimento da íris) em casos de traumas contusos oculares.
A Orla de Fuchs, ou colarete, é a linha circular irregular que divide a íris em zona pupilar (interna) e zona ciliar (externa). É o local mais espesso da íris e representa o remanescente da membrana pupilar fetal.
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