CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
Assinale a alternativa correta em relação à íris:
Cor da íris = Quantidade de melanina + Espessura do estroma + Epitélio pigmentado.
A coloração iriana é determinada pela densidade de melanócitos no estroma, pela quantidade de pigmento e por fenômenos ópticos (espalhamento) dependentes da espessura estromal.
A íris é o diafragma do olho, controlando a entrada de luz através da pupila. Anatomicamente, divide-se em estroma (anterior) e epitélio pigmentado (posterior). O estroma contém melanócitos, vasos sanguíneos e os músculos pupilares. A variação na pigmentação estromal não apenas define a cor, mas também tem implicações clínicas, como na síndrome de dispersão pigmentar. A compreensão da via eferente pupilar é essencial para o diagnóstico de condições neurológicas, como a Síndrome de Horner (defeito simpático) ou a pupila de Adie (disfunção parassimpática). A íris também serve como marco anatômico fundamental em cirurgias de catarata e glaucoma.
A cor dos olhos é determinada principalmente pela quantidade e tipo de melanina no estroma anterior da íris e pela densidade celular desse estroma. Embora o epitélio pigmentado posterior seja densamente pigmentado em quase todos os indivíduos (exceto albinos), é a camada estromal que varia. Olhos azuis têm pouco pigmento estromal (a cor resulta do espalhamento de luz), enquanto olhos castanhos têm alta concentração de melanina.
A pupila possui dupla inervação autonômica. O sistema parassimpático (via nervo oculomotor) inerva o músculo esfíncter da pupila, promovendo a miose. O sistema simpático inerva o músculo dilatador da pupila, promovendo a midríase. Em condições escotópicas (baixa luminosidade), a redução do estímulo parassimpático e o aumento do simpático garantem a dilatação pupilar.
A pigmentação definitiva da íris geralmente se completa ao final do primeiro ano de vida, podendo se estender em alguns casos. A afirmação de que termina ao final do segundo ano é menos frequente na literatura clássica, que aponta os 6 a 12 meses como período principal de mudança nos lactentes.
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