CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação à íris:
Íris: espessura máxima no colarete e mínima na raiz (ponto de ruptura no trauma).
A anatomia da íris apresenta variações regionais de espessura; a raiz é a zona mais periférica e delgada, sendo o local típico das iridodiálises traumáticas.
A íris funciona como um diafragma contrátil que regula a entrada de luz na retina. Ela divide o segmento anterior em câmaras anterior e posterior. O colarete divide a face anterior em zona pupilar e zona ciliar. Conhecer a espessura da raiz é vital para o cirurgião oftalmologista, especialmente em procedimentos de iridectomia ou reparo de traumas de segmento anterior.
A íris atinge sua espessura máxima na região do colarete (zona de transição entre a zona pupilar e a zona ciliar). Por outro lado, sua espessura mínima ocorre na raiz da íris, que é o ponto de inserção no corpo ciliar. Essa fragilidade anatômica na raiz explica por que traumas contusos frequentemente causam desinserção da íris (iridodiálise).
A cor da íris é determinada principalmente pela quantidade e densidade de grânulos de melanina no estroma anterior e no epitélio anterior. O epitélio pigmentado posterior é densamente pigmentado em quase todos os indivíduos (exceto albinos) e serve para impedir a passagem de luz dispersa, mas não define a cor visível (azul, castanho, verde).
O estroma da íris é altamente vascularizado, contendo vasos que se originam do círculo arterial maior da íris. Ao contrário do que sugerem alguns erros comuns, o estroma não é avascular; ele abriga os músculos esfíncter (parassimpático) e dilatador (simpático) da pupila, além de melanócitos e fibroblastos.
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