CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2012
Com relação à íris, pode-se afirmar:
Albinismo → Íris rósea por ↓ melanina + visualização do reflexo vermelho do fundo ocular.
A cor da íris é determinada pela quantidade de melanina no estroma e epitélio pigmentar; no albinismo, a transparência do tecido revela a vascularização uveal posterior.
A íris funciona como um diafragma contrátil que regula a entrada de luz no olho, dividindo a câmara anterior da câmara posterior (ambas no segmento anterior). Sua estrutura anatômica é composta pelo estroma anterior (tecido conjuntivo frouxo e vasos) e pelo epitélio pigmentado posterior. Clinicamente, a observação de vasos sanguíneos na íris à biomicroscopia pode ocorrer em olhos normais (vasos radiais em íris claras), não sendo exclusiva de neovascularização (rubeosis iridis). O conhecimento da localização das arcadas vasculares é fundamental para procedimentos cirúrgicos e para o diagnóstico diferencial de uveítes e patologias vasculares oculares.
A tonalidade rósea ou avermelhada não se deve a pigmentos próprios, mas à ausência de melanina no estroma e no epitélio pigmentar posterior da íris. Isso torna a íris translúcida, permitindo que a luz refletida pela coroides e retina (reflexo vermelho) passe através dela.
O colarete é a região mais espessa da íris, dividindo-a em zona pupilar e zona ciliar. Ele representa o local de inserção da membrana pupilar fetal e contém o círculo vascular menor da íris, formado por anastomoses arteriais.
O círculo arterial maior da íris localiza-se na raiz da íris, dentro do corpo ciliar anterior, e não no colarete. Ele é formado pela anastomose das artérias ciliares posteriores longas e artérias ciliares anteriores.
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