CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2021
Sobre a íris, é correto afirmar:
Músculo dilatador = origem mioepitelial (anterior), radial | Esfíncter = estromal, circular.
O músculo dilatador da pupila é único por sua origem no epitélio pigmentado anterior (mioepitélio) e sua disposição radial, enquanto o esfíncter reside no estroma.
A íris é o diafragma do olho, composta por estroma anterior e duas camadas epiteliais posteriores. O estroma contém o músculo esfíncter (inervação parassimpática), enquanto o epitélio anterior contém as fibras do músculo dilatador (inervação simpática). A compreensão dessa dualidade histológica é fundamental para entender a farmacologia autonômica ocular e patologias como a síndrome de dispersão pigmentar.
O músculo dilatador da pupila tem uma origem neuroectodérmica peculiar, derivando da porção basal das células do epitélio pigmentado anterior da íris. Essas células funcionam como mioepitélio, possuindo processos musculares com orientação radial que se estendem da raiz da íris até as proximidades da margem pupilar, onde se integram ao estroma.
Diferente do dilatador, o músculo esfíncter da pupila localiza-se inteiramente dentro do estroma iridiano, próximo à margem pupilar. Ele é composto por uma faixa circular de musculatura lisa (e não estriada) que, ao contrair sob estímulo parassimpático, promove a miose.
O epitélio posterior da íris é uma camada única de células epiteliais intensamente pigmentadas (não múltiplas camadas hexagonais). Ele é contínuo com o epitélio ciliar não pigmentado e sua principal função é absorver a luz, impedindo a transiluminação através da íris.
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