CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Assinale a alternativa correta:
Vasos da íris = trajeto espiralado → adaptação mecânica às variações de diâmetro pupilar.
A vascularização da íris possui um trajeto em mola (espiralado) para permitir que os vasos se acomodem sem estiramento ou oclusão durante a miose e midríase.
A íris é a porção mais anterior da túnica vascular do olho (úvea). Sua anatomia é complexa, consistindo em um estroma anterior altamente vascularizado e frouxo, e um epitélio pigmentado posterior duplo. A dinâmica pupilar exige que as estruturas estromais sejam flexíveis. O trajeto espiralado dos vasos é uma adaptação funcional crítica para manter a homeostase vascular durante a variação do tamanho pupilar. Em termos de correlação clínica, o conhecimento da localização do esfíncter (borda pupilar) versus o dilatador (disposição radial) e a origem da vascularização (círculo arterial maior na raiz) é fundamental para procedimentos cirúrgicos e compreensão de patologias como as iridociclistes e o glaucoma neovascular.
Os vasos sanguíneos do estroma da íris apresentam um trajeto em espiral ou 'em mola' para permitir a adaptação física às constantes mudanças de diâmetro pupilar. Durante a midríase (dilatação), os vasos se comprimem, e na miose (contração), eles se estendem. Esse design anatômico evita que os vasos sofram tração excessiva ou colapso luminal durante a movimentação da íris, garantindo o suprimento sanguíneo contínuo.
O músculo esfíncter da pupila é composto por fibras musculares lisas dispostas circularmente e está localizado no estroma pupilar, próximo à borda da pupila (margem pupilar). Ele é inervado pelo sistema parassimpático via nervos ciliares curtos. É importante não confundi-lo com o músculo dilatador da pupila, que possui fibras radiais e está localizado mais externamente, próximo ao epitélio pigmentado.
O círculo arterial maior da íris localiza-se na periferia da íris, próximo à sua raiz no corpo ciliar. Ele é formado pela anastomose das artérias ciliares anteriores com as artérias ciliares posteriores longas. Desse círculo partem os ramos que suprem o estroma iriano e formam, posteriormente, o círculo arterial menor da íris na região da zona pupilar.
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