SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Considerando a técnica TAPP para correção cirúrgica de hérnias inguinais videolaparoscopia, na visão que temos durante a laparoscopia da região inguinal, utilizando o conceito de "Y" invertido e dos cinco triângulos publicada por Furtado et al. (2019), referente aos marcos anatômicos para dissecção cirúrgica, é correto afirmar que as hérnias inguinais femorais se situam visão intracavitária na laparoscopia:
Hérnia femoral = Medial ao ducto deferente/veia femoral e abaixo do trato ileopúbico.
Na visão laparoscópica posterior (TAPP/TEP), a hérnia femoral localiza-se no canal femoral, medialmente aos vasos ilíacos e ao ducto deferente, dentro do espaço retroperitoneal inferior.
A cirurgia de hérnia inguinal por videolaparoscopia (TAPP - Transabdominal Pré-Peritoneal) exige um conhecimento profundo da anatomia 'por trás' da parede abdominal. O conceito do 'Y' invertido é formado pelos vasos epigástricos inferiores (ramo superior), o ducto deferente (ramo medial) e os vasos espermáticos (ramo lateral). A identificação correta desses marcos permite ao cirurgião localizar o orifício miopectíneo de Fruchaud, que engloba os sítios das hérnias indiretas, diretas e femorais. A hérnia femoral, especificamente, é um achado importante em mulheres e se localiza medialmente às estruturas do cordão espermático/vasos ilíacos, sendo o ducto deferente o marco medial de referência na visão intracavitária para esta patologia.
O Trígono de Doom é delimitado medialmente pelo ducto deferente (no homem) ou ligamento redondo (na mulher) e lateralmente pelos vasos espermáticos (gonadais). Sua importância cirúrgica reside no fato de que os vasos ilíacos externos (artéria e veia) passam por este espaço. Grampos ou dissecção agressiva nesta área podem causar hemorragias catastróficas, daí o nome 'desastre'.
A hérnia femoral ocorre através do canal femoral. Na visão laparoscópica, ela é visualizada abaixo do trato ileopúbico e medialmente à veia femoral (e, consequentemente, medialmente ao ducto deferente que converge para o anel inguinal profundo). Ela se situa no espaço mais inferior e medial dos orifícios herniários potenciais da região inguinal.
Enquanto o Trígono de Doom contém vasos vitais e fica medial aos vasos gonadais, o Trígono da Dor fica lateral a eles e abaixo do trato ileopúbico. O Trígono da Dor contém nervos sensitivos importantes: o nervo cutâneo femoral lateral, o ramo femoral do nervo genitofemoral e o nervo femoral. A fixação de telas com grampos nesta zona deve ser evitada para prevenir neuropatias crônicas pós-operatórias.
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