UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Mulher, 60 anos, foi submetida a retossigmoidectomia videolaparoscópica por neoplasia de cólon (T3N1), em 2020. Tomografia computadorizada (TC) de abdome de controle: lesão hipodensa sugestiva de implante secundário ocupando os segmentos hepáticos II e III. Pode-se afirmar que o procedimento cirúrgico melhor indicado é setorectomia:
Metástase em segmentos hepáticos II e III → setorectomia lateral esquerda.
A anatomia hepática de Couinaud divide o fígado em oito segmentos funcionais. Os segmentos II e III juntos formam o setor lateral esquerdo do fígado. Portanto, a ressecção de lesões localizadas nesses segmentos é realizada por uma setorectomia lateral esquerda, um procedimento comum para metástases colorretais.
A anatomia hepática funcional, descrita por Couinaud, é a base para o planejamento de qualquer ressecção hepática. Ela divide o fígado em oito segmentos independentes, cada um com sua própria vascularização portal, arterial e drenagem biliar, permitindo ressecções segmentares ou setoriais precisas. Essa compreensão é vital para cirurgiões que lidam com tumores hepáticos primários ou metastáticos. No caso de metástases hepáticas de câncer colorretal, a ressecção cirúrgica é a modalidade terapêutica com maior potencial curativo. A localização da lesão nos segmentos II e III indica que ela está no setor lateral esquerdo do fígado. A setorectomia lateral esquerda é o procedimento cirúrgico que remove esses dois segmentos, preservando o restante do parênquima hepático. É fundamental que o residente domine a nomenclatura de Couinaud para identificar corretamente os segmentos afetados e planejar a ressecção mais adequada, minimizando a perda de tecido hepático funcional e otimizando os resultados oncológicos. A decisão cirúrgica deve sempre considerar a extensão da doença, a função hepática residual e a possibilidade de quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante.
A anatomia de Couinaud divide o fígado em oito segmentos funcionais, baseados na distribuição da tríade portal (veia porta, artéria hepática e ducto biliar) e das veias hepáticas. Essa divisão é crucial para o planejamento de ressecções cirúrgicas.
O setor lateral esquerdo do fígado é composto pelos segmentos hepáticos II (superior) e III (inferior), que são supridos pelo ramo esquerdo da veia porta e artéria hepática.
A ressecção cirúrgica de metástases hepáticas de câncer colorretal é o tratamento com intenção curativa para pacientes selecionados, oferecendo a melhor chance de sobrevida a longo prazo. A cirurgia deve ser radical, com margens livres, sempre que possível.
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