Anatomia da Fossa do Saco Lacrimal e Seios Adjacentes

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Os ossos que compõem a fossa do saco lacrimal delimitam quais seios paranasais?

Alternativas

  1. A) Etmoidal e frontal
  2. B) Etmoidal e esfenoidal
  3. C) Maxilar e esfenoidal
  4. D) Etmoidal e maxilar

Pérola Clínica

Fossa lacrimal = Maxila + Osso Lacrimal; Adjacente aos seios Etmoidal e Maxilar.

Resumo-Chave

A fossa do saco lacrimal é delimitada pelos ossos lacrimal e maxilar, fazendo fronteira anatômica direta com as células etmoidais e o seio maxilar.

Contexto Educacional

A anatomia da via lacrimal excretora é um tópico recorrente em provas de residência e fundamental para a prática da oculoplástica. O saco lacrimal repousa na fossa lacrimal, uma depressão na parede medial da órbita. A espessura óssea varia significativamente: o osso lacrimal é extremamente fino, enquanto o processo frontal da maxila é mais denso. A relação com o seio etmoidal é variável; em muitos indivíduos, as células etmoidais anteriores (células de Agger nasi) podem se estender anteriormente à fossa lacrimal, o que exige cuidado redobrado durante procedimentos cirúrgicos para garantir a drenagem adequada e evitar complicações sinusais.

Perguntas Frequentes

Quais ossos formam a fossa do saco lacrimal?

A fossa do saco lacrimal é formada pela união de dois ossos: o processo frontal da maxila (que forma a crista lacrimal anterior) e o osso lacrimal (que forma a crista lacrimal posterior). A sutura lacrimomaxilar divide a fossa verticalmente.

Qual a relação da fossa lacrimal com os seios paranasais?

Anatomicamente, a fossa do saco lacrimal está situada lateralmente às células etmoidais anteriores (labirinto etmoidal) e superiormente ao seio maxilar. Essa proximidade é crucial em cirurgias como a dacriocistorrinostomia (DCR).

Por que essa anatomia é importante na cirurgia de DCR?

Na dacriocistorrinostomia, o cirurgião cria uma osteotomia na fossa lacrimal para comunicar o saco lacrimal diretamente com a cavidade nasal. Conhecer a localização do seio etmoidal evita a entrada inadvertida em células etmoidais em vez da cavidade nasal principal.

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