CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2021
Com relação à esclera, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta das regiões de maior para menor espessura, sendo: 1. Polo posterior 2. Equador 3. Área entre a inserção dos músculos retos e o limbo 4. Área sob a inserção dos músculos retos
Esclera: mais espessa no polo posterior (1mm) e mais fina sob os retos (0,3mm).
A espessura da esclera varia significativamente: é máxima no polo posterior, diminui em direção ao equador e atinge seu mínimo logo atrás das inserções dos músculos retos.
A esclera é o componente fibroso externo do globo ocular, composta predominantemente por colágeno tipo I. Sua espessura não é uniforme, o que reflete as diferentes demandas mecânicas e anatômicas de cada região. O conhecimento da sequência de espessura (Polo posterior > Limbo > Equador > Sob inserção dos retos) é vital para residentes de oftalmologia, especialmente em cirurgias de retina (como a colocação de introflexão escleral), cirurgias de glaucoma e trauma ocular. A fragilidade da zona sob os músculos retos explica por que rupturas esclerais traumáticas frequentemente ocorrem nessas localizações ou paralelamente ao limbo.
A região mais fina da esclera localiza-se imediatamente atrás das inserções dos músculos retos, medindo aproximadamente 0,3 mm. Esta informação é crucial durante cirurgias de estrabismo ou fixação escleral para evitar perfurações acidentais do globo ocular.
A esclera é mais espessa no polo posterior, próximo à saída do nervo óptico, onde mede cerca de 1,0 mm a 1,35 mm. Essa espessura confere proteção mecânica e suporte estrutural à região posterior do olho.
No limbo, a esclera mede cerca de 0,8 mm. À medida que se afasta do limbo em direção ao equador, ela afina progressivamente, chegando a cerca de 0,4 mm a 0,6 mm na região equatorial, antes de atingir o ponto de maior afinamento sob os músculos retos.
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