CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
A esclera é perfurada por:
Esclera perfurada por 4 veias vorticosas (uma em cada quadrante posterior).
A esclera possui canais (emissários) para a passagem de vasos e nervos; as veias vorticosas drenam a coroide e emergem obliquamente atrás do equador.
A esclera é o invólucro fibroso e protetor do bulbo ocular, composta principalmente por colágeno tipo I organizado de forma aleatória, o que lhe confere a cor branca opaca. Sua integridade é interrompida por canais conhecidos como emissários, que permitem a comunicação vascular e nervosa entre o interior e o exterior do olho. O conhecimento anatômico preciso da esclera é fundamental para o oftalmologista. Por exemplo, a lâmina crivosa é a porção posterior da esclera perfurada pelas fibras do nervo óptico, sendo o local de maior susceptibilidade ao dano glaucomatoso. Além disso, a identificação das veias vorticosas durante a exploração cirúrgica serve como um marco anatômico importante para localizar o equador do olho.
As veias vorticosas, que totalizam geralmente quatro (uma em cada quadrante: superior temporal, superior nasal, inferior temporal e inferior nasal), perfuram a esclera de forma oblíqua. Elas emergem aproximadamente 4 mm atrás do equador do globo ocular. Essas veias são os principais canais de drenagem venosa de todo o trato uveal, coletando sangue da íris, do corpo ciliar e, predominantemente, da coroide, antes de desembocarem nas veias oftálmicas superior e inferior.
A esclera é perfurada por diversos vasos em diferentes localizações. Posteriormente, ao redor do nervo óptico, entram as artérias ciliares posteriores curtas (15 a 20) e os nervos ciliares curtos. As duas artérias ciliares posteriores longas e os nervos ciliares longos perfuram a esclera um pouco mais anteriormente, nas posições de 3 e 9 horas. Anteriormente, as sete artérias ciliares anteriores (ramos dos músculos retos) perfuram a esclera próximo ao limbo para suprir o segmento anterior.
A esclera apresenta espessura variável, sendo mais fina logo atrás das inserções dos músculos retos (cerca de 0,3 mm) e mais espessa no polo posterior (cerca de 1,0 mm). Conhecer a localização exata dos emissários (pontos de perfuração) é crítico em cirurgias de retina, como a cerclagem escleral, e na aplicação de crioterapia ou injeções intravítreas, para evitar hemorragias intraoculares graves ou a compressão iatrogênica das veias vorticosas, que causaria congestão uveal.
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