CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
O estroma escleral:
Esclera = avascular; nutrição via plexo episcleral e coroide (lâmina fusca).
O estroma escleral é uma estrutura densa e avascular que depende da difusão de nutrientes provenientes da episclera (externamente) e da coroide/lâmina fusca (internamente).
A esclera compõe os 5/6 posteriores da túnica fibrosa do olho. Sua estrutura é predominantemente colágena, com fibroblastos esparsos e proteoglicanos. A falta de vascularização própria a torna metabolicamente pouco ativa, mas também limita sua capacidade de cicatrização primária. A lâmina fusca representa a transição entre a esclera e a coroide, contendo melanócitos que dão a cor acastanhada à superfície interna escleral. Em crianças, a esclera é mais fina e elástica, podendo apresentar um tom azulado devido à visualização da úvea subjacente.
Sendo o estroma escleral essencialmente avascular, ele recebe nutrientes por meio de difusão a partir de duas redes vasculares adjacentes: o plexo episcleral, localizado superficialmente, e os vasos da coroide, através da lâmina fusca, que é a camada mais interna da esclera.
Embora ambos sejam compostos principalmente por colágeno tipo I, na córnea as fibras são uniformes e organizadas em lamelas paralelas, garantindo transparência. Na esclera, as fibras possuem diâmetros variados e orientação irregular, o que confere opacidade e resistência mecânica.
A esclera é mais espessa no polo posterior, próximo ao nervo óptico (cerca de 1,0 mm), e mais fina imediatamente atrás da inserção dos músculos retos (cerca de 0,3 mm).
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