CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação à esclera do adulto, é correto afirmar que:
Esclera: ↑ espessura no polo posterior (~1,0mm) e ↓ sob os músculos retos (~0,3mm).
A esclera é a camada fibrosa externa do olho, apresentando variações de espessura cruciais para cirurgias: é mais espessa no polo posterior e mais fina nas inserções musculares.
A esclera é composta predominantemente por colágeno tipo I e elastina, formando a túnica fibrosa protetora do bulbo ocular. Sua anatomia é heterogênea: no limbo mede cerca de 0,6 mm, reduzindo para 0,3 mm sob os músculos retos e aumentando significativamente no equador e polo posterior. Clinicamente, o conhecimento dessas medidas é vital para evitar perfurações acidentais em cirurgias de retina e estrabismo. Além disso, a esclera é avascular em sua maior parte, recebendo nutrição da episclera e da lâmina fusca da coroide, o que influencia a cicatrização e a resposta a processos inflamatórios como as esclerites.
A esclera atinge sua menor espessura logo atrás das inserções dos músculos retos, medindo aproximadamente 0,3 mm. Esta é uma zona de fragilidade anatômica importante durante procedimentos cirúrgicos como a fixação de introflexores esclerais ou cirurgias de estrabismo.
No polo posterior, próximo à saída do nervo óptico, a esclera atinge sua espessura máxima, variando entre 1,0 mm e 1,3 mm. Essa robustez protege as estruturas internas posteriores e serve de suporte para a coroide e retina.
Com o avançar da idade, a esclera tende a se tornar menos hidratada, mais rígida e frequentemente apresenta uma coloração amarelada devido ao depósito de lipídios e alterações nas fibras de colágeno, ao contrário da ideia de que ficaria mais fina ou transparente.
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