MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 55 anos é submetido a uma esofagectomia subtotal para tratamento de um carcinoma espinocelular no terço médio do esôfago. No terceiro dia pós-operatório, o dreno de tórax passa a apresentar um débito elevado de líquido de aspecto leitoso, com dosagem de triglicerídeos de 250 mg/dL, confirmando o diagnóstico de quilotórax por lesão iatrogênica. Para realizar a ligadura cirúrgica da estrutura lesionada logo acima do nível do diafragma, o cirurgião deve explorar o mediastino posterior, buscando o tronco linfático principal em sua relação topográfica clássica. Nesse nível inferior do tórax (T10-T12), qual é a localização anatômica precisa para a identificação desta estrutura?
No mediastino posterior inferior, lembre-se da regra dos três 'A': Aorta, Ázigo e o duto torácico no meio deles.
O ducto torácico é o principal tronco linfático do corpo, originando-se na cisterna do quilo e atravessando o diafragma pelo hiato aórtico. Em cirurgias de esofagectomia para câncer de esôfago, sua lesão iatrogênica é uma complicação grave que resulta em quilotórax. No nível de T10-T12, o ducto mantém uma relação topográfica constante: situa-se anteriormente aos corpos vertebrais, posicionado entre a aorta descendente e a veia ázigo. O reconhecimento dessa anatomia é fundamental para a ligadura cirúrgica, que é indicada quando o tratamento conservador (dieta com TCM ou jejum) falha ou quando o débito é muito elevado.
Devido à presença de quilo, que é rico em gorduras (triglicerídeos) absorvidas pelo sistema linfático intestinal.
Não. O esôfago passa pelo hiato esofágico (T10), enquanto o duto torácico passa pelo hiato aórtico (T12).
O quilotórax tende a ser à esquerda; se a lesão for abaixo de T5, geralmente o quilotórax é à direita, devido ao trajeto da estrutura.
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