CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2019
Músculo ocular externo mais longo é o:
Oblíquo superior = músculo extraocular mais longo (60mm) e único inervado pelo IV par.
O músculo oblíquo superior é o mais longo devido ao seu trajeto que se estende do ápice orbitário até a tróclea e depois reflete-se para a inserção no globo.
O conhecimento da anatomia dos músculos extraoculares é fundamental para a compreensão das estrabismos e paralisias oculomotoras. O oblíquo superior destaca-se não apenas pelo comprimento, mas pela complexidade biomecânica imposta pela tróclea, que funciona como uma polia, alterando a direção de tração do músculo. Na prática clínica, a avaliação da função do oblíquo superior é realizada através do teste de motilidade ocular, observando-se a depressão em adução. Alterações anatômicas ou neurológicas (IV par) são causas comuns de torcicolo ocular compensatório, onde o paciente inclina a cabeça para o ombro oposto ao músculo paralisado para evitar a diplopia.
O músculo oblíquo superior possui aproximadamente 60 mm de comprimento total. Ele se origina no corpo do esfenoide, acima do anel de Zinn, e percorre a órbita medialmente até atingir a tróclea, uma estrutura cartilaginosa no ângulo superomedial da órbita. Após passar pela tróclea, ele se torna tendinoso e reflete-se posterolateralmente para se inserir na esclera, sob o músculo reto superior. Esse trajeto indireto explica sua extensão superior aos demais músculos extraoculares.
O músculo oblíquo superior é o único músculo extraocular inervado pelo IV par craniano, o nervo troclear. É também o único músculo que tem sua origem real no tronco encefálico (núcleo do troclear) e decussa antes de emergir dorsalmente, cruzando para o lado oposto. Lesões nesse nervo resultam em diplopia vertical, que piora com a adução e inclinação da cabeça para o lado da lesão.
A ação primária do músculo oblíquo superior é a inciclodução (rotação interna do olho). Suas ações secundárias e terciárias dependem da posição do globo ocular: em adução, ele atua principalmente como depressor; em abdução, atua como abdutor. Devido à sua inserção posterior ao equador, ele auxilia na depressão do olho quando este está voltado para o nariz.
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