CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação à anatomia das pálpebras:
Pálpebra inferior = 3 sulcos (palpebral, malar, nasojugal). Linha cinzenta é posterior aos cílios.
A pálpebra inferior possui três sulcos característicos e a linha cinzenta (músculo de Riolan) é um marco cirúrgico que divide as lamelas anterior e posterior.
A anatomia palpebral é dividida didaticamente em lamelas. A lamela anterior consiste em pele e músculo orbicular, enquanto a lamela posterior consiste em tarso e conjuntiva palpebral. O septo orbitário atua como uma barreira anatômica crucial entre as estruturas superficiais e a gordura orbitária profunda. O conhecimento dos sulcos é vital para o planejamento de incisões em blefaroplastias e para o preenchimento da calha lacrimal. A pele palpebral é a mais fina do corpo humano e carece de tecido subcutâneo espesso, o que explica a facilidade de formação de edema e equimoses na região periorbitária.
A pálpebra inferior apresenta três sulcos principais: o sulco palpebral inferior (que marca a junção da pele palpebral fina com a pele da bochecha), o sulco malar (localizado lateralmente sobre a borda infraorbitária) e o sulco nasojugal (também conhecido como 'tear trough', localizado medialmente).
A linha cinzenta corresponde à porção mais superficial do músculo orbicular pré-tarsal, conhecida como músculo de Riolan. Cirurgicamente, ela é um marco fundamental pois divide a pálpebra em lamela anterior (pele e orbicular) e lamela posterior (tarso e conjuntiva), facilitando a dissecção plana e precisa.
No indivíduo jovem e esteticamente padrão, o canto lateral tem uma inserção discretamente mais alta (cerca de 2mm) em relação ao canto medial. Com o envelhecimento e a frouxidão ligamentar, pode ocorrer o arredondamento do canto lateral ou sua queda (distopia cantal), alterando a inclinação da fenda palpebral.
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