CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação ao corpo ciliar:
Nutrição do estroma ciliar → Artérias ciliares posteriores longas + Artérias ciliares anteriores.
O corpo ciliar é responsável pela produção do humor aquoso (na pars plicata) e pela acomodação visual através da contração do músculo ciliar, sendo nutrido pelo grande círculo arterial da íris.
O corpo ciliar é uma estrutura uveal intermediária crucial. Além da função óptica (acomodação), ele mantém a pressão intraocular (PIO) através do equilíbrio entre produção e drenagem do humor aquoso. O epitélio ciliar não pigmentado é o local ativo de transporte de íons que gera o gradiente osmótico para o fluxo de fluido. Patologias como a uveíte anterior frequentemente envolvem o corpo ciliar (ciclite), podendo levar à hipotonia ocular por falência da produção de humor aquoso.
O corpo ciliar possui uma vascularização rica proveniente do grande círculo arterial da íris. Este círculo é formado pela anastomose das artérias ciliares posteriores longas (que viajam pelo espaço supracoroidiano) e das artérias ciliares anteriores (ramos das artérias dos músculos retos). Essa rede supre o estroma ciliar, os processos ciliares e a íris, garantindo o suporte metabólico necessário para a produção ativa de humor aquoso.
A pars plicata é a porção anterior e rugosa do corpo ciliar, contendo cerca de 70 processos ciliares altamente vascularizados responsáveis pela secreção do humor aquoso. A pars plana é a porção posterior, mais lisa e plana, que se estende até a ora serrata. Clinicamente, a pars plana é a via de acesso preferencial para cirurgias de vitrectomia posterior, pois é uma zona relativamente avascular e segura para esclerotomias.
O músculo ciliar possui fibras longitudinais, radiais e circulares. Sob estímulo parassimpático, a contração das fibras circulares (músculo de Müller) reduz o diâmetro do anel ciliar. Isso relaxa as fibras zonulares que sustentam o cristalino, permitindo que ele assuma uma forma mais esférica (maior poder dióptrico), facilitando a visão de perto. Com a idade, a perda dessa capacidade resulta na presbiopia.
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