CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
A camada coriocapilar:
Coriocapilar → Nutrição por difusão das camadas externas da retina (fotorreceptores e nuclear externa).
A camada coriocapilar é a porção mais interna da coróide, composta por capilares fenestrados de grande calibre que nutrem o epitélio pigmentado da retina e as camadas retinianas externas por difusão.
A coróide é dividida anatomicamente em três camadas vasculares: a camada de grandes vasos (Haller), a camada de médios vasos (Sattler) e a coriocapilar. A coriocapilar é a camada mais interna, em contato direto com a membrana de Bruch. Sua integridade é crucial; patologias que afetam essa camada, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), levam à atrofia secundária dos fotorreceptores e perda visual grave. Em termos de fisiologia, o fluxo sanguíneo da coróide é um dos maiores do corpo humano por unidade de peso. Esse alto fluxo não serve apenas para nutrição, mas também para a termorregulação do olho, dissipando o calor gerado pela luz focada na retina. O entendimento da barreira hemato-retiniana externa, composta pelo EPR e pela membrana de Bruch, é indissociável do estudo da coriocapilar.
A principal função da camada coriocapilar é fornecer suporte metabólico e nutricional para as camadas externas da retina, especificamente o epitélio pigmentado da retina (EPR) e os fotorreceptores (cones e bastonetes). Devido à sua alta taxa de fluxo sanguíneo e capilares fenestrados, ela permite a difusão eficiente de oxigênio e nutrientes através da membrana de Bruch, sendo vital para a manutenção da função visual, especialmente na região macular onde a demanda metabólica é altíssima.
Os capilares da coriocapilar são únicos por possuírem um lúmen muito largo (até 2-3 vezes o diâmetro de um capilar sistêmico comum) e serem altamente fenestrados, especialmente na face voltada para a retina. Diferente dos capilares da retina, que possuem junções oclusivas (barreira hemato-retiniana interna), a coriocapilar é 'vazante', permitindo a passagem de grandes moléculas, o que é essencial para o transporte de vitamina A e proteínas para o ciclo visual.
A camada coriocapilar atinge sua maior espessura e densidade capilar na região da mácula, especificamente na fóvea. Isso ocorre para atender à extraordinária demanda metabólica dos fotorreceptores densamente compactados nessa área. Ao contrário do que algumas questões de prova sugerem, ela não desaparece na mácula; pelo contrário, é onde ela é mais funcionalmente ativa e estruturalmente robusta.
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