Anatomia da Coroide: Vascularização e Artérias Ciliares

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Com relação à coroide:

Alternativas

  1. A) As artérias ciliares longas posteriores penetram na esclera no meridiano horizontal, próximo ao nervo óptico.
  2. B) Cerca de 20 artérias ciliares longas posteriores contribuem para sua irrigação.
  3. C) Cerca de duas artérias ciliares curtas posteriores contribuem para sua irrigação.
  4. D) Seu sistema arterial apresenta poucas anastomoses e por isso são comuns os infartos dessa região, levando à isquemia retiniana.

Pérola Clínica

Artérias ciliares longas posteriores penetram na esclera no meridiano horizontal, próximo ao nervo óptico.

Resumo-Chave

A coroide é a camada vascular da úvea, suprida pelas artérias ciliares curtas e longas posteriores. As longas seguem pelo meridiano horizontal até o corpo ciliar.

Contexto Educacional

A coroide é a porção posterior do trato uveal, situada entre a esclera e a retina. Sua principal função é a nutrição das camadas externas da retina (fotorreceptores e epitélio pigmentado) e a termorregulação ocular. O conhecimento de sua vascularização é fundamental para entender patologias como a coroidopatia serosa central e as oclusões vasculares. Anatomicamente, a penetração dos vasos e nervos ciliares na esclera serve como ponto de referência cirúrgico e diagnóstico. As artérias ciliares longas posteriores são marcos importantes no meridiano horizontal, auxiliando na localização de estruturas durante procedimentos de retinopexia ou braquiterapia ocular.

Perguntas Frequentes

Qual o trajeto das artérias ciliares longas posteriores?

As artérias ciliares longas posteriores, geralmente em número de duas (uma medial e uma lateral), perfuram a esclera obliquamente, próximas à entrada do nervo óptico. Elas caminham no espaço supracoroidiano ao longo do meridiano horizontal (nas posições de 3 e 9 horas) sem emitir ramos significativos até atingirem o corpo ciliar, onde participam da formação do grande círculo arterial da íris.

Como se divide a irrigação arterial da coroide?

A irrigação é feita principalmente pelas artérias ciliares posteriores, ramos da artéria oftálmica. As artérias ciliares curtas posteriores (cerca de 15 a 20) perfuram a esclera ao redor do nervo óptico e suprem a coroide posterior até o equador. As artérias ciliares longas posteriores e as artérias ciliares anteriores (vindas dos músculos retos) suprem a coroide anterior e o corpo ciliar.

A coroide é suscetível a infartos isquêmicos?

Diferente da retina, que possui circulação terminal, a coroide apresenta um sistema ricamente anastomosado, especialmente na região da coriocapilar. Isso confere uma proteção relativa contra infartos localizados. No entanto, condições de hipoperfusão grave ou vasculites sistêmicas podem comprometer o fluxo, mas o conceito de 'poucas anastomoses' descrito em algumas alternativas erradas é anatomicamente incorreto.

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