CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à conjuntiva:
Drenagem linfática conjuntival → Gânglios pré-auriculares (lateral) e submandibulares (medial).
A conjuntiva possui uma rede linfática rica que drena para os linfonodos regionais, sendo um sinal clínico vital em conjuntivites infecciosas.
A conjuntiva é uma membrana mucosa transparente que reveste a face posterior das pálpebras e a esclera anterior. Ela desempenha funções cruciais na defesa imunológica do olho (através do MALT - Tecido Linfoide Associado à Mucosa) e na lubrificação ocular via células caliciformes. Histologicamente, é composta por um epitélio não queratinizado e um estroma (substância própria) altamente vascularizado. A compreensão de sua anatomia, incluindo a localização da prega semilunar e da carúncula, é fundamental para procedimentos cirúrgicos e para o diagnóstico diferencial de massas e inflamações da superfície ocular.
A drenagem linfática da conjuntiva é dividida em duas áreas principais: a porção lateral (temporal) drena para os linfonodos pré-auriculares e parotídeos, enquanto a porção medial (nasal) drena para os linfonodos submandibulares. Essa distinção é importante na avaliação de processos inflamatórios ou neoplásicos que se disseminam via linfática.
A presença de um linfonodo pré-auricular palpável e doloroso (Sinal de Parinaud, em sentido amplo) é um marcador clássico de conjuntivites virais (especialmente por Adenovírus), conjuntivite por Clamídia ou doenças mais raras como a febre oculoglandular de Parinaud (Bartonella henselae). É um dado semiológico que ajuda a diferenciar etiologias virais de bacterianas comuns.
A conjuntiva é inervada por ramos do nervo trigêmeo (V par craniano). A conjuntiva palpebral superior e a conjuntiva bulbar superior são inervadas pelo nervo oftálmico (ramos lacrimal, supratroclear e supraorbital). Já a conjuntiva palpebral inferior e a bulbar inferior recebem inervação do nervo maxilar (ramo infraorbital). Diferente da córnea, a conjuntiva possui menor densidade de terminações nervosas livres, resultando em menor sensibilidade à dor.
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