Anatomia e Drenagem Linfática da Conjuntiva

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Com relação à conjuntiva:

Alternativas

  1. A) A conjuntiva palpebral inferior é inervada pelo nervo frontal.
  2. B) Seus vasos linfáticos drenam para os gânglios pré-auricular e submandibular.
  3. C) A prega semilunar é um tecido mucoso disposto verticalmente e localiza-se medialmente à carúncula, que constitui elevação avermelhada da conjuntiva.
  4. D) Apresenta maior densidade de terminações nervosas do que a córnea, apesar da sensibilidade da córnea ser maior.

Pérola Clínica

Drenagem linfática conjuntival → Gânglios pré-auriculares (lateral) e submandibulares (medial).

Resumo-Chave

A conjuntiva possui uma rede linfática rica que drena para os linfonodos regionais, sendo um sinal clínico vital em conjuntivites infecciosas.

Contexto Educacional

A conjuntiva é uma membrana mucosa transparente que reveste a face posterior das pálpebras e a esclera anterior. Ela desempenha funções cruciais na defesa imunológica do olho (através do MALT - Tecido Linfoide Associado à Mucosa) e na lubrificação ocular via células caliciformes. Histologicamente, é composta por um epitélio não queratinizado e um estroma (substância própria) altamente vascularizado. A compreensão de sua anatomia, incluindo a localização da prega semilunar e da carúncula, é fundamental para procedimentos cirúrgicos e para o diagnóstico diferencial de massas e inflamações da superfície ocular.

Perguntas Frequentes

Como se divide a drenagem linfática da conjuntiva?

A drenagem linfática da conjuntiva é dividida em duas áreas principais: a porção lateral (temporal) drena para os linfonodos pré-auriculares e parotídeos, enquanto a porção medial (nasal) drena para os linfonodos submandibulares. Essa distinção é importante na avaliação de processos inflamatórios ou neoplásicos que se disseminam via linfática.

Qual a relevância clínica da adenopatia pré-auricular?

A presença de um linfonodo pré-auricular palpável e doloroso (Sinal de Parinaud, em sentido amplo) é um marcador clássico de conjuntivites virais (especialmente por Adenovírus), conjuntivite por Clamídia ou doenças mais raras como a febre oculoglandular de Parinaud (Bartonella henselae). É um dado semiológico que ajuda a diferenciar etiologias virais de bacterianas comuns.

Como é a inervação da conjuntiva?

A conjuntiva é inervada por ramos do nervo trigêmeo (V par craniano). A conjuntiva palpebral superior e a conjuntiva bulbar superior são inervadas pelo nervo oftálmico (ramos lacrimal, supratroclear e supraorbital). Já a conjuntiva palpebral inferior e a bulbar inferior recebem inervação do nervo maxilar (ramo infraorbital). Diferente da córnea, a conjuntiva possui menor densidade de terminações nervosas livres, resultando em menor sensibilidade à dor.

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