MedEvo Simulado — Prova 2026
Helena, 54 anos, é submetida a uma tireoidectomia total devido a um bócio multinodular volumoso com componente mergulhante retroesternal parcial. Durante a etapa de mobilização do istmo e dissecção do polo inferior, o cirurgião identifica uma variante anatômica arterial que ascende da face anterior da traqueia diretamente para o istmo, originando-se do tronco braquiocefálico. Além disso, durante a identificação dos nervos laríngeos recorrentes (NLR), o cirurgião recorda-se das diferenças anatômicas entre os lados direito e esquerdo para evitar lesões iatrogênicas. Com base no caso e nos conhecimentos de anatomia cirúrgica da tireoide, assinale a alternativa correta:
Artéria tireoidea ima nasce do tronco braquiocefálico → istmo; NLR direito é mais oblíquo que o esquerdo.
A artéria tireoidea ima é uma variante vascular importante (3-10%) que ascende à frente da traqueia. O nervo laríngeo recorrente direito tem trajeto mais lateralizado e oblíquo que o esquerdo.
A anatomia da tireoide é caracterizada por uma rica vascularização e proximidade com estruturas nervosas críticas. A glândula é suprida pelas artérias tireoideas superiores (ramos da carótida externa) e inferiores (ramos do tronco tireocervical). A presença da artéria tireoidea ima deve ser sempre pesquisada na linha média traqueal. Em relação à inervação, o nervo laríngeo superior (ramo externo) inerva o músculo cricotireoideo (tensor das cordas), enquanto o nervo laríngeo recorrente inerva quase toda a musculatura intrínseca da laringe. O conhecimento das variações do NLR, como o nervo laríngeo não recorrente (mais comum à direita associado à artéria subclávia aberrante), é vital para a segurança cirúrgica.
A artéria tireoidea ima é uma variante anatômica arterial presente em cerca de 3% a 10% da população. Ela geralmente se origina do tronco braquiocefálico, mas também pode surgir do arco aórtico ou da carótida comum. Seu trajeto ascende pela face anterior da traqueia até atingir o istmo da glândula tireoide. Sua identificação é crucial em procedimentos como traqueostomias e tireoidectomias para evitar hemorragias inesperadas.
O nervo laríngeo recorrente (NLR) esquerdo contorna o arco aórtico e possui um trajeto mais verticalizado e medial no sulco traqueoesofágico. Já o NLR direito contorna a artéria subclávia direita e, devido a essa origem mais cefálica, apresenta um trajeto mais oblíquo e lateralizado em direção à laringe. Essa assimetria é fundamental para o cirurgião durante a dissecção do polo inferior e identificação do nervo.
A lesão bilateral do nervo laríngeo recorrente é uma complicação grave que resulta na paralisia das pregas vocais em posição paramediana. Isso causa obstrução aguda das vias aéreas superiores e estridor respiratório no pós-operatório imediato, frequentemente exigindo traqueostomia de urgência. Diferente da lesão unilateral, que causa rouquidão, a lesão bilateral compromete severamente a ventilação.
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