HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
O ligamento de Berry tem importância cirúrgica na tiroidectomia total devido à:
Ligamento de Berry = íntima relação com nervo laríngeo recorrente → alto risco de lesão em tireoidectomia.
O ligamento de Berry é uma estrutura fibrosa que fixa a glândula tireoide à traqueia e à cartilagem cricoide. Sua importância cirúrgica reside na sua proximidade anatômica com o nervo laríngeo recorrente, que frequentemente passa por baixo ou através dele, tornando-o um ponto crítico para a preservação nervosa durante a tireoidectomia.
A tireoidectomia total é um procedimento cirúrgico comum para diversas patologias da tireoide, como nódulos, bócio e câncer. A compreensão detalhada da anatomia cirúrgica da região cervical é fundamental para a segurança do paciente e para evitar complicações. O ligamento de Berry, também conhecido como ligamento suspensor da tireoide, é uma estrutura fibrosa que conecta a cápsula da glândula tireoide à traqueia e à cartilagem cricoide, sendo um ponto de fixação importante. A relevância cirúrgica do ligamento de Berry reside na sua íntima relação com o nervo laríngeo recorrente (NLR). O NLR, responsável pela inervação da maioria dos músculos da laringe, frequentemente passa adjacente ou até mesmo através do ligamento de Berry em seu trajeto ascendente para a laringe. Essa proximidade anatômica torna a dissecção e secção do ligamento de Berry um momento crítico da cirurgia, com alto risco de lesão do nervo se não for realizada com extrema cautela. A lesão do nervo laríngeo recorrente é uma das complicações mais temidas da tireoidectomia, podendo resultar em disfonia permanente. Para prevenir essa complicação, é imperativo que o cirurgião identifique visualmente o NLR antes de seccionar o ligamento de Berry e utilize técnicas de dissecção cuidadosas. O conhecimento preciso dessa relação anatômica é um pilar para a prática segura da cirurgia de tireoide e para a formação de residentes.
A principal complicação é a disfonia, que pode variar de rouquidão leve a afonia completa, dependendo se a lesão é unilateral ou bilateral, e pode ser temporária ou permanente.
O cirurgião deve realizar a identificação precoce e cuidadosa do nervo laríngeo recorrente, usar técnicas de dissecção meticulosas e, em alguns casos, monitoramento intraoperatório do nervo para confirmar sua integridade.
As glândulas paratireoides (superiores e inferiores) são cruciais para serem preservadas, a fim de evitar hipoparatireoidismo e hipocalcemia pós-operatória. A artéria tireoidiana superior e inferior também são importantes para controle do sangramento.
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