PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em cirurgia é fundamental o conhecimento anatômico dos órgãos em questão, pois isso implica o entendimento fisiopatológico e programação cirúrgica. Em relação à anatomia de cólon e reto, podemos dizer que:
Omento maior → Inserido no cólon transverso; contém o ligamento gastrocólico.
O omento maior fixa-se na borda anterior do cólon transverso. Sua mobilização através da abertura do ligamento gastrocólico é um passo fundamental no acesso à pequena cavidade peritoneal.
O domínio da anatomia colorretal é o pilar da cirurgia do aparelho digestivo. Compreender as reflexões peritoneais, como a fáscia de Toldt (atrás do cólon ascendente e descendente) e a fáscia de Waldeyer (fáscia pré-sacral no reto), é essencial para realizar dissecções em planos avasculares, minimizando sangramentos e lesões nervosas. A vascularização segue um padrão de arcadas (como a de Drummond) que permite a ressecção segmentar com segurança. Em provas de residência, as questões frequentemente exploram as variações arteriais e as inserções dos ligamentos peritoneais, como o ligamento gastrocólico e o frenicocólico, que ancoram os ângulos hepático e esplênico, respectivamente.
O omento maior (ou grande omento) é uma prega peritoneal que pende da grande curvatura do estômago e se insere na face anterior do cólon transverso. A porção que une o estômago ao cólon é denominada ligamento gastrocólico. Durante cirurgias abdominais, a separação do omento maior do cólon transverso (descolamento colo-omentar) permite o acesso à bolsa omental (pequena cavidade peritoneal) e a mobilização do cólon para ressecções.
O Arco de Rioland (também conhecido como arcada meandrosa) é uma comunicação arterial importante entre a artéria cólica média (ramo da artéria mesentérica superior) e a artéria cólica esquerda (ramo da artéria mesentérica inferior). Ele funciona como uma via colateral vital, protegendo o cólon de isquemia caso ocorra uma obstrução crônica ou ligadura de uma das artérias mesentéricas principais. Não deve ser confundido com a artéria ilíaca interna.
A vascularização do reto é feita pelas artérias retais superior, média e inferior. A artéria retal superior é a continuação direta da artéria mesentérica inferior. As artérias retais médias originam-se das artérias ilíacas internas (hipogástricas), e as artérias retais inferiores são ramos das artérias pudendas internas. Esse suprimento arterial triplo é fundamental para a viabilidade das anastomoses colorretais baixas.
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