PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 81 anos, com histórico de hipertensão, diabetes mellitus, fibrilação atrial e obesidade, apresenta-se ao departamento de emergência com dor abdominal aguda, náuseas, vômitos e hematoquezia. Operações anteriores incluem uma apendicectomia laparoscópica. A lista de medicamentos da paciente inclui Coumadin, mas ela admite ter perdido as doses na última semana. No exame físico, ela está se contorcendo de dor, mas seu abdome está flácido, levemente tenso e sem distensão. A análise laboratorial mostra uma contagem de glóbulos brancos de 21 × 109/mL e um lactato de 3,5 mmol/L. A radiografia abdominal não apresenta alterações. Uma angiotomografia computadorizada mostra ausência de fluxo distal na origem da artéria mesentérica superior. A rede colateral entre a artéria celíaca e a artéria mesentérica superior existe principalmente através da(s):
Tronco Celíaco ↔ SMA via Artérias Pancreaticoduodenais; SMA ↔ IMA via Arco de Riolan.
A comunicação entre o território do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior é garantida pelas arcadas pancreaticoduodenais superior e inferior.
O suprimento sanguíneo do trato gastrointestinal é dividido em três territórios principais: tronco celíaco (intestino anterior), artéria mesentérica superior (intestino médio) e artéria mesentérica inferior (intestino posterior). A transição entre esses territórios é protegida por sistemas de anastomoses robustos. A transição entre o intestino anterior e médio ocorre no duodeno, onde as artérias pancreaticoduodenais superiores e inferiores se encontram. Já a transição entre o intestino médio e posterior ocorre no ângulo esplênico do cólon, onde atuam o Arco de Riolan e a Artéria Marginal de Drummond. O conhecimento dessas vias é vital para cirurgiões vasculares e abdominais durante ressecções e tratamentos de isquemia.
A ligação ocorre através das artérias pancreaticoduodenais superiores (ramos da artéria gastroduodenal, que vem do tronco celíaco) e as artérias pancreaticoduodenais inferiores (ramos da artéria mesentérica superior). Elas formam arcadas que circundam a cabeça do pâncreas e o duodeno.
O Arco de Riolan (ou artéria mesentérica sinuosa) é uma comunicação colateral importante entre a artéria cólica média (ramo da mesentérica superior) e a artéria cólica esquerda (ramo da mesentérica inferior), protegendo o cólon de isquemia.
Em casos de estenose crônica ou oclusão gradual de um dos troncos principais, essas colaterais hipertrofiam-se para manter o fluxo sanguíneo intestinal. Na isquemia aguda súbita (embólica), essas colaterais podem não ser suficientes para evitar a necrose de alças.
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