Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Sempre é reforçado ao médico, desde os tempos de faculdade, a importância de uma anamnese bem feita para que possamos fazer um diagnóstico preciso. Das alternativas citadas abaixo assinale aquela que NÃO apresenta um dado que deve estar presente em todas as anamneses:
Anamnese completa → dados de identificação, gestação, parto, alimentação e vacinas são essenciais; história de nascimento dos pais NÃO.
Uma anamnese bem estruturada é a base para um diagnóstico preciso. Embora dados como nome, data de nascimento, histórico gestacional/parto, alimentar e vacinal sejam cruciais, especialmente em pediatria, a história de nascimento dos pais não é um dado rotineiro e essencial em *todas* as anamneses.
A anamnese é a pedra angular da prática médica, representando a primeira e mais importante etapa para a construção de um raciocínio clínico sólido e um diagnóstico preciso. Ela consiste na coleta sistemática de informações do paciente, que, quando bem conduzida, pode fornecer até 80% dos dados necessários para o diagnóstico. Uma anamnese completa abrange desde a identificação do paciente até seus antecedentes pessoais, familiares e sociais, permitindo ao médico compreender o indivíduo em sua totalidade. A estrutura da anamnese inclui dados de identificação (nome, idade, sexo, data de nascimento), queixa principal, história da doença atual (HDA), interrogatório sintomatológico (ISDA), antecedentes pessoais (fisiológicos como gestação, parto, desenvolvimento, vacinação, alimentação; e patológicos como doenças prévias, cirurgias, alergias, medicamentos em uso), antecedentes familiares e história psicossocial. A profundidade de cada seção pode variar conforme a idade e a queixa do paciente, sendo a história gestacional, de parto, alimentar e vacinal particularmente detalhada em pediatria. É fundamental que o residente compreenda a relevância de cada item da anamnese para evitar a coleta de dados desnecessários e focar no que realmente contribui para o diagnóstico e manejo. A história de nascimento dos pais, por exemplo, não é um dado padrão em *todas* as anamneses, embora a história familiar de doenças seja sempre crucial. Dominar a arte da anamnese é essencial para qualquer especialidade, pois estabelece a base para a relação médico-paciente e para a eficácia do cuidado.
Os principais componentes incluem identificação do paciente, queixa principal, história da doença atual, interrogatório sintomatológico, antecedentes pessoais (fisiológicos e patológicos), antecedentes familiares e história psicossocial. Cada seção contribui para uma visão holística.
A história da gestação e parto é crucial, especialmente em pacientes pediátricos, pois eventos perinatais podem ter impacto significativo no desenvolvimento e na saúde futura da criança, como prematuridade, intercorrências no parto ou infecções congênitas.
A história familiar é sempre relevante para identificar padrões de doenças hereditárias, genéticas ou com componente familiar, como diabetes, hipertensão, câncer ou doenças cardiovasculares. Ela ajuda a avaliar riscos e direcionar a prevenção e o rastreamento.
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