CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Paciente com história de glaucoma unilateral, em tratamento há oito anos com colírio hipotensor ocular, refere que o seu olho está mais "fundo". Qual medicamento, provavelmente, levou o paciente a apresentar esse aspecto?
Análogos de prostaglandinas → Atrofia de gordura periorbitária (olho fundo) e hiperpigmentação.
A periorbitopatia associada a análogos de prostaglandina (PAP) causa enoftalmo aparente e aprofundamento do sulco palpebral superior devido à atrofia adiposa local.
Os análogos de prostaglandinas (Latanoprosta, Travoprosta, Bimatoprosta) são a primeira linha no tratamento do glaucoma devido à alta eficácia e posologia única diária. Eles atuam aumentando o escoamento uveoescleral do humor aquoso. Contudo, a PAP tornou-se uma preocupação estética e clínica importante, especialmente em tratamentos unilaterais, onde a assimetria facial se torna evidente, podendo impactar a adesão do paciente ao tratamento a longo prazo.
É um conjunto de alterações anatômicas periorbitárias, incluindo atrofia da gordura orbitária, aprofundamento do sulco palpebral superior, ptose leve e hiperpigmentação da pele palpebral, causadas pelo uso crônico de análogos de prostaglandina.
Estudos mostram que as alterações da PAP podem ser parcialmente reversíveis após a interrupção do uso do medicamento, embora a recuperação total nem sempre ocorra.
Além da PAP, são comuns a hiperpigmentação da íris (permanente), crescimento de cílios (hipertricose) e hiperemia conjuntival.
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