Análogos de Prostaglandinas no Glaucoma: Farmacologia

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Em relação aos análogos das prostaglandinas assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Agem mimetizando o efeito da acetilcolina
  2. B) Seu uso em altas concentrações leva à redução adicional da pressão intraocular
  3. C) Os efeitos colaterais locais predominam sobre os efeitos sistêmicos
  4. D) A latanoprosta é também um exemplo de análogo da prostamida

Pérola Clínica

Prostaglandinas → Efeitos colaterais locais (cílios, pigmentação) superam significativamente os sistêmicos.

Resumo-Chave

Os análogos de prostaglandinas são a primeira linha no glaucoma por sua eficácia e posologia única diária, apresentando perfil de segurança sistêmica superior aos betabloqueadores.

Contexto Educacional

Os análogos de prostaglandinas (Latanoprosta, Travoprosta) e as prostamidas (Bimatoprosta) revolucionaram o tratamento do glaucoma. Sua principal vantagem é a ausência de efeitos colaterais sistêmicos graves (como bradicardia ou broncoespasmo vistos nos betabloqueadores), tornando-os ideais para pacientes idosos ou com comorbidades cardiopulmonares. A adesão é facilitada pela administração única noturna.

Perguntas Frequentes

Como as prostaglandinas reduzem a pressão intraocular?

Elas atuam aumentando o escoamento do humor aquoso pela via uveoescleral (via não convencional), através do relaxamento do músculo ciliar e remodelação da matriz extracelular.

Quais os principais efeitos colaterais locais?

Hiperemia conjuntival, hiperpigmentação da íris (irreversível), aumento e escurecimento dos cílios (hipertricose) e lipodistrofia periorbitária.

Existe dose-dependência na redução da PIO?

O uso em concentrações maiores ou mais frequentes que o recomendado (uma vez ao dia) pode paradoxalmente reduzir o efeito hipotensor e aumentar a inflamação ocular.

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