UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Uma garota de 17 anos, portadora de diabetes tipo 1 há 7 anos, comparece a visita médica em consultório. Seu nível de Hba1c é 9,2% (valor de referência 4–6%) medido por técnica certificada, glicemia de jejum 195 mg/dl e glicemia pós-prandial 231 mg/dl. Tem 1,55 cm, pesa 56 kg. Fundo de olho demonstra retinopatia não proliferativa leve. Está em uso de insulina NPH humana 26 unidades antes do café da manhã e 14 unidades antes do jantar. Associa ao tratamento insulina Regular, 4 unidades antes do almoço. Em relação ao tratamento do diabetes tipo 1, pode-se dizer que:
DM1 com controle inadequado → considerar análogos de insulina basal (Glargina/Detemir) para otimizar regime.
Análogos de insulina basal como glargina e detemir oferecem um perfil farmacocinético mais estável e prolongado que a NPH, com menor risco de hipoglicemia noturna e maior flexibilidade de aplicação, sendo uma opção superior para intensificação do tratamento em DM1.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. Atinge predominantemente crianças e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade. O manejo do DM1 é complexo e visa mimetizar a secreção fisiológica de insulina para manter o controle glicêmico e prevenir complicações micro e macrovasculares, sendo a insulinoterapia a base do tratamento. O controle glicêmico no DM1 é avaliado pela HbA1c, que reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses. Valores elevados, como 9,2% na paciente, indicam que o tratamento atual é insuficiente. A intensificação da terapia insulínica é crucial, e a escolha dos tipos de insulina é fundamental. A insulina NPH, embora eficaz, possui um pico de ação mais pronunciado e duração variável, o que pode levar a hipoglicemias e hiperglicemias. Análogos de insulina basal, como glargina e detemir, representam um avanço significativo. Eles proporcionam uma liberação mais constante e prolongada de insulina, com menor variabilidade e menor risco de hipoglicemia noturna em comparação com a NPH. Sua substituição pode otimizar o controle glicêmico, especialmente em pacientes com HbA1c elevada e complicações incipientes como a retinopatia não proliferativa leve, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o risco de progressão das complicações.
Os análogos de insulina basal, como glargina e detemir, oferecem um pico de ação menos pronunciado e duração mais prolongada, resultando em menor variabilidade glicêmica e menor risco de hipoglicemia, especialmente noturna, em comparação com a NPH.
Uma HbA1c de 9,2% indica controle glicêmico inadequado, sugerindo a necessidade de intensificação da terapia insulínica, seja ajustando doses, adicionando bolus prandiais ou substituindo insulinas por análogos mais modernos e eficazes.
Lispro, aspart e glulisina são insulinas de ação ultrarrápida, utilizadas antes das refeições para cobrir o pico glicêmico pós-prandial. Elas têm início de ação rápido e curta duração, mimetizando a secreção fisiológica de insulina.
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