UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Homem de 67 anos, diabético tipo 2 há 5 anos, com Obesidade grau III. Fazia acompanhamento do diabetes com cardiologista, já que apresenta doença arterial coronariana, com necessidade de cirurgia de revascularização miocárdica há 3 anos. Apresenta quadro de Diabetes parcialmente controlado e foi encaminhado para otimização do tratamento e auxílio na perda de peso. Você, enquanto profissional responsável pelo caso, gostaria de iniciar análogo do GLP1. Sobre esse tratamento, assinale a alternativa correta:
Análogos de GLP-1 e inibidores de DPP-4 não devem ser usados juntos, pois atuam na mesma via incretínica.
Análogos do GLP-1 (agonistas do receptor de GLP-1) são uma excelente opção para pacientes com DM2, obesidade e doença cardiovascular estabelecida, devido aos seus benefícios glicêmicos, cardiovasculares e de perda de peso. No entanto, eles não devem ser combinados com inibidores da DPP-4, pois ambos agem na via das incretinas, resultando em sobreposição de mecanismo e risco aumentado de efeitos adversos sem benefício adicional.
Os análogos de GLP-1 (agonistas do receptor de GLP-1) representam uma classe terapêutica fundamental no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), especialmente em pacientes com comorbidades como obesidade e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida (DAC), como no caso apresentado. Eles atuam estimulando a secreção de insulina dependente de glicose, suprimindo a secreção de glucagon, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo saciedade, o que leva à perda de peso. Estudos de desfechos cardiovasculares demonstraram que vários análogos de GLP-1 (ex: liraglutida, semaglutida, dulaglutida) reduzem significativamente o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) em pacientes com DM2 e DAC. Além disso, promovem perda de peso e melhoram o controle glicêmico, tornando-os uma escolha preferencial para pacientes com o perfil do caso. É crucial entender as interações medicamentosas. Análogos de GLP-1 não devem ser combinados com inibidores da DPP-4 (dipeptidyl peptidase-4), pois ambos atuam na via das incretinas, e a combinação não oferece benefício glicêmico adicional, mas aumenta o risco de efeitos colaterais gastrointestinais. No entanto, podem ser combinados com inibidores de SGLT2 (cotransportador de sódio-glicose 2), metformina e, com cautela, com sulfonilureias ou insulina, para otimizar o controle glicêmico e os benefícios cardiorrenais.
Análogos de GLP-1 demonstraram reduzir eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), promover perda de peso e melhorar o controle glicêmico, sendo preferenciais em pacientes com DAC estabelecida.
Ambos os medicamentos atuam na via das incretinas, os análogos de GLP-1 ativando diretamente o receptor e os inibidores da DPP-4 aumentando a meia-vida do GLP-1 endógeno. A combinação não traz benefício adicional e pode aumentar efeitos adversos.
Sim, análogos de GLP-1 podem ser combinados com inibidores de SGLT2, pois atuam por mecanismos diferentes e oferecem benefícios cardiorrenais complementares. A combinação com sulfonilureias é possível, mas exige cautela devido ao risco de hipoglicemia.
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