SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Sobre o uso dos análogos de GLP1 no tratamento do diabetes mellitus, assinale a alternativa CORRETA.
Análogos de GLP-1 são preferidos em DM2 com doença cardiovascular aterosclerótica devido aos seus benefícios cardiovasculares comprovados.
Os análogos de GLP-1 são uma classe de medicamentos para DM2 que, além de melhorar o controle glicêmico, demonstraram benefícios cardiovasculares e renais em estudos de desfechos, tornando-os uma opção preferencial para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou alto risco.
Os análogos de GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon) são uma classe terapêutica revolucionária no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), que mimetizam a ação do hormônio incretina GLP-1. Sua ação inclui a estimulação da secreção de insulina glicose-dependente, supressão da secreção de glucagon, retardo do esvaziamento gástrico e promoção da saciedade, resultando em melhora do controle glicêmico e perda de peso. Uma das maiores vantagens dos análogos de GLP-1, e o ponto chave da questão, é o seu benefício cardiovascular comprovado. Diretrizes atuais de sociedades como a American Diabetes Association (ADA) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomendam fortemente o uso de análogos de GLP-1 (ou inibidores de SGLT2) em pacientes com DM2 que apresentam doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, devido à redução demonstrada de eventos cardiovasculares maiores (MACE). É importante notar que os análogos de GLP-1 não são indicados para DM1 (Alternativa A incorreta), não devem ser combinados com inibidores da DPP-4 (Alternativa B incorreta, pois ambos atuam na via das incretinas, e a combinação não oferece benefício adicional significativo e pode aumentar efeitos adversos), e devem ser usados com cautela em pacientes com gastroparesia devido ao retardo do esvaziamento gástrico, mas não por risco elevado de hipoglicemia (Alternativa E incorreta, o risco de hipoglicemia é baixo). O diabetes secundário à pancreatite crônica (Alternativa C incorreta) geralmente requer insulina devido à destruição das células beta.
Além de reduzir a glicemia (HbA1c), os análogos de GLP-1 promovem perda de peso, reduzem o risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE) em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica e têm baixo risco de hipoglicemia quando usados em monoterapia ou com metformina.
Estudos de desfechos cardiovasculares demonstraram que análogos de GLP-1 como liraglutida, semaglutida e dulaglutida reduzem o risco de infarto do miocárdio não fatal, AVC não fatal e morte cardiovascular em pacientes com DM2 e DCVA estabelecida, ou múltiplos fatores de risco.
Os efeitos adversos mais comuns são gastrointestinais, incluindo náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Eles também podem retardar o esvaziamento gástrico, o que requer cautela em pacientes com gastroparesia severa, mas não aumentam o risco de hipoglicemia por si só.
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