UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Assinale a alternativa correta sobre o tratamento medicamentoso do diabetes mellitus tipo 2 (DM2).
Análogos GLP-1 → ↑ síntese/secreção insulina (glicose-dependente) + ↓ glucagon, com ↓ peso e ↓ risco CV.
Os análogos do GLP-1 são uma classe de medicamentos para DM2 que atuam de forma multifacetada, estimulando a secreção de insulina de forma glicose-dependente, suprimindo a secreção de glucagon e retardando o esvaziamento gástrico, o que contribui para o controle glicêmico e, frequentemente, para a perda de peso.
O tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) envolve diversas classes de medicamentos, cada uma com mecanismos de ação distintos para controlar a hiperglicemia. Compreender esses mecanismos é fundamental para a escolha terapêutica adequada e para otimizar o manejo do paciente, considerando comorbidades e perfil de segurança. Os análogos do GLP-1 (agonistas do receptor de GLP-1) são uma classe importante, que mimetizam a ação do hormônio incretina GLP-1. Eles estimulam a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas de forma glicose-dependente, o que significa menor risco de hipoglicemia. Além disso, suprimem a secreção de glucagon, retardam o esvaziamento gástrico e promovem saciedade, contribuindo para a perda de peso e oferecendo benefícios cardiovasculares e renais. Outras classes incluem os inibidores de SGLT2 (gliflozinas), que aumentam a excreção urinária de glicose; os inibidores de DPP-4 (gliptinas), que potencializam a ação das incretinas endógenas; as sulfonilureias, que estimulam diretamente a secreção de insulina; e a metformina, que reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade à insulina. A escolha do medicamento depende de fatores como eficácia, segurança, custo, comorbidades e preferências do paciente.
Os análogos de GLP-1 estimulam a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas de forma glicose-dependente, o que significa que a insulina é liberada apenas quando os níveis de glicose estão elevados. Eles também suprimem a secreção de glucagon, retardam o esvaziamento gástrico e promovem saciedade.
Os inibidores de SGLT2 (gliflozinas) atuam bloqueando o cotransportador sódio-glicose 2 nos túbulos renais proximais, resultando em aumento da excreção urinária de glicose (glicosúria). Isso leva à redução da glicemia, perda de peso e benefícios cardiovasculares e renais.
As sulfonilureias estimulam a secreção de insulina de forma independente da glicose, o que confere maior risco de hipoglicemia. As gliptinas (inibidores da DPP-4) aumentam os níveis de incretinas endógenas, que estimulam a secreção de insulina de forma glicose-dependente e inibem o glucagon, com menor risco de hipoglicemia.
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