CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Assinale a alternativa que contém um medicamento da classe dos análogos do GLP-1:
Exenatida = análogo do GLP-1 (incretinomimético) para DM2.
Os análogos do GLP-1 (agonistas do receptor de GLP-1) são uma classe de medicamentos injetáveis usados no tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Eles mimetizam a ação do GLP-1 endógeno, aumentando a secreção de insulina dependente de glicose, suprimindo o glucagon e retardando o esvaziamento gástrico. A exenatida é um exemplo clássico dessa classe.
Os análogos do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), também conhecidos como agonistas do receptor de GLP-1 ou incretinomiméticos, representam uma classe importante de medicamentos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Eles são sintéticos e mimetizam a ação do hormônio incretina GLP-1, que é liberado no intestino em resposta à ingestão de alimentos. O mecanismo de ação dos análogos do GLP-1 é multifacetado: eles estimulam a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas de forma glicose-dependente (reduzindo o risco de hipoglicemia), suprimem a secreção de glucagon pelas células alfa (diminuindo a produção hepática de glicose), retardam o esvaziamento gástrico (contribuindo para a saciedade e controle pós-prandial) e podem promover a perda de peso. A exenatida foi um dos primeiros análogos do GLP-1 a ser introduzido no mercado. Outros exemplos incluem liraglutida, dulaglutida e semaglutida. É crucial diferenciar esta classe dos inibidores da DPP-4 (como a vidagliptina), que atuam inibindo a enzima que degrada o GLP-1 endógeno, aumentando seus níveis, mas não são análogos diretos. A acetazolamida é um diurético inibidor da anidrase carbônica, e a brimonidina é um agonista alfa-2 adrenérgico usado no glaucoma.
Os análogos do GLP-1 atuam como agonistas do receptor de GLP-1, promovendo a secreção de insulina de forma glicose-dependente, suprimindo a secreção de glucagon, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo saciedade, o que contribui para o controle glicêmico e, frequentemente, para a perda de peso.
Os efeitos adversos mais comuns incluem náuseas, vômitos e diarreia, especialmente no início do tratamento. Outros efeitos podem incluir pancreatite (raro) e, para alguns, risco de tumores de células C da tireoide (contraindicado em histórico familiar de carcinoma medular de tireoide).
Ambos atuam no sistema das incretinas, mas de formas diferentes. Os análogos do GLP-1 são injetáveis e mimetizam diretamente o GLP-1. Os inibidores da DPP-4 (como a vidagliptina) são orais e inibem a enzima que degrada o GLP-1 endógeno, aumentando seus níveis.
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