AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
Analise as seguintes assertivas em relação à dengue:I. A prova do laço deve ser realizada na ausência de sangramento espontâneo.II. O resultado da prova do laço é positivo se houver a presença de 20 ou mais petéquias em adultos, no local de pressão ou abaixo, em uma área de 2,5 cm².III. As seguintes alterações laboratoriais são encontradas: leucocitose e linfopenia com atopia linfocitária. Quais estão corretas?
Prova do laço para dengue: realizada sem sangramento espontâneo; positiva se ≥ 20 petéquias/2,5 cm² em adultos.
A prova do laço é um teste auxiliar importante no diagnóstico da dengue, especialmente em locais sem acesso a exames laboratoriais. Deve ser realizada apenas na ausência de sangramentos espontâneos. É considerada positiva em adultos se houver 20 ou mais petéquias em uma área de 2,5 cm² (ou 10 petéquias em crianças), indicando fragilidade capilar. As alterações laboratoriais típicas da dengue incluem leucopenia e linfocitose relativa com atipia linfocitária, não leucocitose.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com manifestações clínicas variadas, desde formas assintomáticas até quadros graves. O diagnóstico precoce e a classificação de risco são cruciais para o manejo adequado. A prova do laço é um teste simples e de baixo custo, utilizado como um dos critérios para a classificação de risco, especialmente em áreas com recursos limitados. Para sua correta realização, o manguito do esfigmomanômetro é inflado no braço do paciente até um ponto médio entre a pressão sistólica e diastólica, mantendo-o por 5 minutos em adultos (3 minutos em crianças). A prova é positiva se houver 20 ou mais petéquias em um quadrado de 2,5 cm² em adultos (ou 10 petéquias em crianças), indicando fragilidade capilar. É fundamental que seja realizada na ausência de sangramentos espontâneos para evitar resultados falso-positivos e não agravar quadros hemorrágicos. Laboratorialmente, a dengue classicamente cursa com leucopenia (diminuição dos leucócitos), linfocitose relativa (aumento percentual de linfócitos) e, frequentemente, atipia linfocitária. A trombocitopenia (redução das plaquetas) e a hemoconcentração (aumento do hematócrito) são outros achados importantes que indicam a progressão da doença e o risco de gravidade. A presença de leucocitose, por outro lado, sugere outras etiologias ou infecção bacteriana concomitante.
Inflar o manguito do esfigmomanômetro até o ponto médio entre a pressão sistólica e diastólica por 5 minutos (3 minutos em crianças), desenhar um quadrado de 2,5 cm² e contar as petéquias.
As alterações mais comuns são leucopenia (com linfocitose relativa e atipia linfocitária), trombocitopenia e hemoconcentração (aumento do hematócrito).
É contraindicada na presença de sangramento espontâneo, púrpura, uso de anticoagulantes, ou em pacientes com fragilidade capilar conhecida por outras causas.
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