FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Analise o partograma reproduzido a seguir e aponte o diagnóstico:
Partograma: dilatação completa + ausência de descida fetal por ≥ 1h (multíparas) ou ≥ 2h (primíparas) = Parada secundária da descida.
A parada secundária da descida é diagnosticada no partograma quando, após a dilatação completa, a apresentação fetal não progride na pelve por um período de tempo definido, indicando uma distocia no período expulsivo que requer avaliação e intervenção.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial na obstetrícia para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar precocemente distocias. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência e intensidade das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e outros parâmetros maternos e fetais ao longo do tempo. A análise do partograma permite ao obstetra tomar decisões informadas sobre a necessidade de intervenção. A parada secundária da descida é uma das distocias que podem ser diagnosticadas pelo partograma. Ela ocorre no período expulsivo, após a dilatação cervical estar completa (10 cm), quando a apresentação fetal não consegue progredir na pelve materna. Os critérios diagnósticos incluem a ausência de descida da apresentação por pelo menos 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, apesar de contrações uterinas adequadas. É crucial diferenciá-la de outras distocias, como a fase ativa prolongada (dilatação lenta) ou a parada secundária da dilatação (ausência de progressão da dilatação). Para residentes, a correta interpretação do partograma e o diagnóstico preciso das distocias, como a parada secundária da descida, são habilidades fundamentais. Isso permite a intervenção oportuna e adequada, seja por meio de medidas de suporte, ocitocina ou parto operatório, visando a segurança da mãe e do feto e evitando complicações como sofrimento fetal ou exaustão materna.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando há dilatação cervical completa (10 cm) e a apresentação fetal não desce por um período mínimo de 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, apesar de contrações uterinas adequadas e esforços maternos.
As causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica (discrepância entre o tamanho da cabeça fetal e a pelve materna), má posição fetal (ex: occipitoposterior persistente), contrações uterinas ineficazes (hipoatividade uterina) ou exaustão materna.
A conduta depende da causa e da avaliação clínica. Pode envolver a correção de má posição fetal, uso de ocitocina para melhorar as contrações, ou, se não houver progressão ou houver risco fetal, a indicação de parto operatório (fórceps, vácuo extrator ou cesariana).
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