LCR na Meningite Infantil: Diferenciando Viral e Bacteriana

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Com relação ao diagnóstico de meningite na infância, temos dados clínicos e laboratoriais da análise do lÍquor (LCR). Com relação a isto, assinale abaixo a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) LCR linfomonocítico, com glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou aumentada sugerem meningite viral.
  2. B) Cefaleia, vômitos e rigidez de nuca são sintomas e sinal de meningite bacteriana. Nas meningites virais, não há rigidez de nuca, sendo mais comum as convulsões.
  3. C) LCR com predomínio de polimorfonucleares, glicorraquia aumentada e proteinorraquia diminuída, sugerem meningite bacteriana.
  4. D) Os principais agentes das meningites bacterianas são meningococo e pneumococo, sendo o primeiro diplococo gram positivo e o segundo diplococo gram negativo, quando identificados pelo gram.
  5. E) Os principais agentes das meningites virais são os enterovírus, como o rotavírus.

Pérola Clínica

LCR: Viral → linfomonocítico, glicose normal, proteína normal/↑. Bacteriana → polimorfonuclear, glicose ↓, proteína ↑↑.

Resumo-Chave

A análise do líquor (LCR) é fundamental para diferenciar meningite viral de bacteriana. Na meningite viral, o LCR tipicamente apresenta predomínio linfomonocítico, glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente aumentada. Já na bacteriana, há predomínio de polimorfonucleares, glicorraquia baixa e proteinorraquia muito elevada.

Contexto Educacional

O diagnóstico de meningite na infância é um desafio clínico, exigindo rápida diferenciação entre etiologias viral e bacteriana devido às implicações prognósticas e terapêuticas. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é a ferramenta diagnóstica mais importante, complementada pela avaliação clínica. Na meningite viral, o LCR tipicamente mostra pleocitose com predomínio linfomonocítico (embora polimorfonucleares possam predominar nas primeiras horas), glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente aumentada. Os sintomas podem ser menos graves que na bacteriana, mas rigidez de nuca e cefaleia ainda são comuns. Em contraste, a meningite bacteriana apresenta LCR com pleocitose intensa e predomínio de polimorfonucleares, glicorraquia significativamente reduzida e proteinorraquia muito elevada. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente na suspeita de meningite bacteriana, enquanto a viral geralmente requer apenas medidas de suporte.

Perguntas Frequentes

Quais são os parâmetros do LCR que mais ajudam a diferenciar meningite viral de bacteriana?

Os parâmetros mais importantes são a celularidade (predomínio de polimorfonucleares na bacteriana vs. linfomonocíticos na viral), a glicorraquia (muito baixa na bacteriana vs. normal na viral) e a proteinorraquia (muito elevada na bacteriana vs. normal ou levemente elevada na viral).

É possível ter predomínio de polimorfonucleares no LCR em meningite viral?

Sim, em alguns casos de meningite viral, especialmente nas fases iniciais, pode haver um predomínio transitório de polimorfonucleares. No entanto, geralmente ocorre uma mudança para predomínio linfomonocítico em 24-48 horas.

Quais são os agentes etiológicos mais comuns de meningite viral na infância?

Os enterovírus são os agentes etiológicos mais comuns de meningite viral na infância, responsáveis pela maioria dos casos. Outros vírus incluem arbovírus, vírus da caxumba, herpesvírus e adenovírus.

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