FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Com relação ao diagnóstico de meningite na infância, temos dados clínicos e laboratoriais da análise do lÍquor (LCR). Com relação a isto, assinale abaixo a alternativa correta.
LCR: Viral → linfomonocítico, glicose normal, proteína normal/↑. Bacteriana → polimorfonuclear, glicose ↓, proteína ↑↑.
A análise do líquor (LCR) é fundamental para diferenciar meningite viral de bacteriana. Na meningite viral, o LCR tipicamente apresenta predomínio linfomonocítico, glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente aumentada. Já na bacteriana, há predomínio de polimorfonucleares, glicorraquia baixa e proteinorraquia muito elevada.
O diagnóstico de meningite na infância é um desafio clínico, exigindo rápida diferenciação entre etiologias viral e bacteriana devido às implicações prognósticas e terapêuticas. A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) é a ferramenta diagnóstica mais importante, complementada pela avaliação clínica. Na meningite viral, o LCR tipicamente mostra pleocitose com predomínio linfomonocítico (embora polimorfonucleares possam predominar nas primeiras horas), glicorraquia normal e proteinorraquia normal ou levemente aumentada. Os sintomas podem ser menos graves que na bacteriana, mas rigidez de nuca e cefaleia ainda são comuns. Em contraste, a meningite bacteriana apresenta LCR com pleocitose intensa e predomínio de polimorfonucleares, glicorraquia significativamente reduzida e proteinorraquia muito elevada. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente na suspeita de meningite bacteriana, enquanto a viral geralmente requer apenas medidas de suporte.
Os parâmetros mais importantes são a celularidade (predomínio de polimorfonucleares na bacteriana vs. linfomonocíticos na viral), a glicorraquia (muito baixa na bacteriana vs. normal na viral) e a proteinorraquia (muito elevada na bacteriana vs. normal ou levemente elevada na viral).
Sim, em alguns casos de meningite viral, especialmente nas fases iniciais, pode haver um predomínio transitório de polimorfonucleares. No entanto, geralmente ocorre uma mudança para predomínio linfomonocítico em 24-48 horas.
Os enterovírus são os agentes etiológicos mais comuns de meningite viral na infância, responsáveis pela maioria dos casos. Outros vírus incluem arbovírus, vírus da caxumba, herpesvírus e adenovírus.
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