HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
Os medicamentos adjuvantes são representados por fármacos inicialmente empregados para outras finalidades que não o tratamento da dor, contudo, buscam melhorar o desempenho afetivo-motivacional, o rendimento do tratamento analgésico, o sono e o apetite dos indivíduos enfermos.A alternativa que apresenta os fármacos que são benéficos no tratamento da dor, mormente se crônica, neuropática ou nociceptiva, e para a profilaxia da enxaqueca, é:
Antidepressivos (TCAs, SNRIs) são adjuvantes eficazes para dor crônica, neuropática e profilaxia da enxaqueca.
Antidepressivos, como os tricíclicos (ex: amitriptilina) e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ex: duloxetina), atuam modulando neurotransmissores envolvidos nas vias descendentes de controle da dor, sendo úteis em dores crônicas, neuropáticas e na profilaxia de enxaquecas.
O manejo da dor, especialmente a dor crônica, é um desafio complexo na medicina, exigindo abordagens multimodais. Os medicamentos adjuvantes desempenham um papel crucial nesse cenário, sendo fármacos que, embora não sejam analgésicos primários, potencializam o efeito dos analgésicos, tratam comorbidades associadas à dor (como depressão, ansiedade, insônia) ou atuam diretamente em mecanismos específicos da dor. É fundamental que residentes compreendam a amplitude do arsenal terapêutico disponível. Entre os adjuvantes, os antidepressivos se destacam por sua eficácia em diversas condições dolorosas. Sua fisiopatologia de ação na dor envolve a modulação de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, que são importantes nas vias descendentes inibitórias da dor no sistema nervoso central. Eles são particularmente indicados para dor neuropática (causada por lesão ou doença do sistema nervoso), dor crônica não oncológica, fibromialgia e como agentes profiláticos para enxaqueca e cefaleia tensional crônica. As classes mais empregadas são os antidepressivos tricíclicos (TCAs), como a amitriptilina, e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (SNRIs), como a duloxetina e a venlafaxina. A escolha do fármaco depende do perfil do paciente, comorbidades e efeitos adversos. O tratamento deve ser individualizado, iniciando com doses baixas e titulando lentamente. O reconhecimento do papel dos antidepressivos no manejo da dor é essencial para otimizar o alívio da dor e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, evitando a subutilização de uma ferramenta terapêutica valiosa.
As classes mais utilizadas são os antidepressivos tricíclicos (TCAs), como amitriptilina, e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (SNRIs), como duloxetina e venlafaxina.
Eles atuam modulando a transmissão de neurotransmissores (serotonina e noradrenalina) nas vias descendentes de controle da dor no sistema nervoso central, aumentando a inibição da dor.
São particularmente eficazes na dor neuropática (ex: neuralgia pós-herpética, polineuropatia diabética), fibromialgia, dor lombar crônica e como profilaxia para enxaqueca e cefaleia tensional crônica.
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